Introdução

Você dá conta de tudo? Pelo menos é isso que parece. O trabalho anda, as responsabilidades são cumpridas, a rotina segue. Mas existe um cansaço que não passa. Uma sensação de estar sempre em falta, como se nada fosse suficiente. A mente não desliga. O descanso não chega. E, mesmo quando tudo está “sob controle”, algo insiste. Muitas vezes, não é falta de organização, nem de disciplina. É outra coisa, mais silenciosa, mais difícil de nomear. Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta para isso. Para o que não se resolve com produtividade, planejamento ou autocobrança. Não se trata de dar respostas prontas, mas de possibilitar que você escute algo do seu próprio desejo, para além das exigências que te atravessam. Atendo pessoas que vivem sob pressão constante, com dificuldade de se desligar do trabalho, lidando com ansiedade, excesso de autoexigência e uma sensação persistente de insuficiência. Se algo disso te toca, você pode me escrever. Podemos começar por uma conversa.

domingo, 14 de junho de 2026

O que se passa entre a fala e a escuta

Os pacientes chegam trazendo aquilo que, muitas vezes, não conseguiu encontrar lugar em outro espaço. Chegam com histórias que já foram contadas de muitas formas, com tentativas de explicação, com versões que mudaram ao longo do tempo, e também com aquilo que nunca chegou a ser dito. O que aparece na clínica não é apenas o que aconteceu, mas a forma como cada um conseguiu, ou não conseguiu, se relacionar com o que aconteceu.

Eles trazem sofrimento, mas não apenas sofrimento. Trazem também formas de se proteger dele, de contorná-lo, de torná-lo suportável. Trazem repetições que parecem sem sentido à primeira vista, mas que carregam uma lógica própria, mesmo que ainda não conhecida por quem fala. Trazem perguntas que às vezes não são formuladas como perguntas, mas como impasses de vida: por que sempre isso? por que de novo? por que comigo?

Ao mesmo tempo, os pacientes levam algo da clínica. Não necessariamente respostas prontas, nem soluções fechadas, mas deslocamentos. Levam consigo uma outra possibilidade de escuta de si mesmos, uma pausa entre o impulso e a ação, uma fissura na certeza do próprio modo de funcionar. Muitas vezes levam também uma nova forma de se relacionar com a própria história, menos como destino, mais como algo que pode ser lido de outras maneiras.

Mas talvez o mais importante não seja o que eles “levam” em termos de conteúdo. É o que se transforma na posição subjetiva: uma pequena mudança na forma de se colocar diante do próprio desejo, do outro, do sofrimento. Algo que não se impõe de fora, mas que se insinua aos poucos, nas brechas da fala.

E, nesse processo, o analista também não permanece o mesmo.

A cada encontro, algo do que o paciente traz toca, desloca, interroga. Não no sentido de uma identificação direta, mas no sentido de um trabalho silencioso que acontece na escuta. O analista aprende a sustentar o não saber, a não se apressar em concluir, a reconhecer a complexidade do que se repete. Aprende também a lidar com o próprio limite, aquilo que não se interpreta completamente, aquilo que escapa.

Talvez seja isso que a clínica ensina de forma mais insistente: que não há posição neutra de quem escuta. Há sempre um efeito de transformação, mesmo quando nada parece acontecer de imediato.

Os pacientes ensinam, sobretudo, que a fala nunca é só comunicação. Ela é também elaboração, tentativa, repetição, corte, criação. E que escutar alguém é aceitar entrar nesse território instável onde a vida ainda está se escrevendo enquanto é dita.

O modo de vida do analista em início de clínica

Tenho pensado bastante sobre o que muda na vida de alguém quando começa a atender como analista.

Não é só uma mudança de trabalho. É uma mudança na forma de estar no mundo.

Ao aprender a escutar melhor o outro, a gente também muda a forma como escuta fora do consultório. Na terapia, aprendemos a não interromper, a não responder rápido demais, a dar espaço para o que a pessoa está dizendo, inclusive o que não está sendo dito claramente.

Com o tempo, isso pode começar a aparecer na vida comum.

Percebo em mim uma tendência a ficar mais quieta, mais observadora, e até menos espontânea em algumas conversas. Não porque eu queira me afastar das pessoas, mas porque minha atenção foi sendo reorganizada.

A forma de escutar dentro da clínica tem uma função muito específica. Mas quando isso começa a se espalhar para fora, pode surgir uma dúvida: isso me aproxima das pessoas ou me afasta?

Às vezes, esse movimento pode ser bom, mais calma, mais reflexão, menos impulsividade. Mas também pode trazer o risco de a gente ficar mais distante, mais “de fora” das relações, como se estivesse sempre apenas ouvindo, e menos participando.

O ponto importante não é julgar isso como certo ou errado. É perceber o efeito que isso está tendo na vida.

Porque uma coisa é aprender a escutar melhor. Outra coisa é acabar vivendo quase só nesse lugar de escuta, e perder um pouco da troca, da espontaneidade e da vida compartilhada.

No começo da prática clínica, isso pode ficar mais forte, porque tudo ainda está muito novo. A gente está se ajustando a esse novo modo de trabalhar e de pensar.

Por isso, talvez a pergunta mais importante não seja “isso está certo?”, mas sim: “o que isso está fazendo com a minha forma de viver e de me relacionar?”

Porque, no fim, o trabalho na clínica não é só sobre entender o outro. É também sobre como isso nos transforma e como a gente vai encontrando um jeito de continuar vivendo bem com essas mudanças.

Psicanálise: ensinar ou transmitir?

Tenho pensado com frequência no desejo de ensinar Psicanálise.

Não como um plano de carreira, nem como uma ambição acadêmica. Como desejo mesmo. E, justamente por isso, algo que merece ser interrogado.

A Psicanálise nos ensina que o desejo não se confunde com a vontade. A vontade pode ser explicada, organizada e justificada. O desejo, não. O desejo insiste. Retorna. Faz-se presente mesmo quando não é convocado.

Talvez seja por isso que a ideia de dar aulas continue reaparecendo para mim.

Não porque eu tenha respostas. Talvez justamente pelo contrário.

O que sempre me fascinou na Psicanálise foi sua capacidade de sustentar perguntas. Freud inaugura um campo em que a verdade deixa de ser algo totalmente acessível à consciência. Lacan radicaliza esse movimento ao mostrar que somos habitados por uma falta estrutural, por algo que escapa ao saber sobre nós mesmos.

Ensinar Psicanálise, para mim, não parece estar relacionado à transmissão de certezas. Parece estar relacionado à transmissão de uma experiência de pensamento.

Uma experiência que transforma a maneira como escutamos, como lemos, como falamos e até como nos relacionamos com aquilo que desconhecemos em nós mesmos.

Quando penso em uma sala de aula, não imagino um lugar de respostas prontas. Imagino um espaço onde conceitos possam produzir deslocamentos. Onde um texto de Freud ou um seminário de Lacan deixem de ser apenas conteúdo e passem a operar como questões.

Talvez seja isso que me atraia tanto.

A transmissão em Psicanálise ocupa um lugar singular. Não se transmite apenas conhecimento. Transmite-se uma posição diante do saber.

E essa diferença me parece fundamental.

A Psicanálise nos ensina que o saber nunca é completo, que existe sempre um resto, uma falta, um ponto impossível de ser totalmente capturado. Ainda assim, seguimos falando, estudando, escrevendo e ensinando.

Existe algo de profundamente humano nisso.

Talvez meu desejo de ensinar esteja ligado a essa aposta.

A aposta de que uma ideia, uma leitura ou uma interpretação possam produzir efeitos em alguém.

Não efeitos de convencimento, mas de elaboração.

Não a produção de discípulos, mas a abertura de perguntas.

Penso que ensinar Psicanálise seria, de alguma forma, ocupar um lugar de passagem. Fazer circular autores, conceitos e questões que foram fundamentais na minha própria formação e que continuam produzindo trabalho psíquico em mim.

Talvez seja também uma forma de retribuição.

Afinal, fui atravessada por professores, textos, supervisores e experiências que transformaram minha maneira de compreender o sujeito e a clínica.

Existe algo que desejo transmitir, embora eu ainda não consiga nomear exatamente o quê.

E talvez isso seja um bom sinal.

Porque os reais desejos costumam surgir antes das explicações.

Eles aparecem primeiro como insistência.

Depois como direção.

E somente mais tarde encontram palavras.

Talvez eu esteja justamente nesse momento: tentando colocar em palavras um desejo que já existe há algum tempo e que continua retornando.

Se a Psicanálise me ensinou alguma coisa, foi a não ignorar aquilo que insiste.

E esse desejo insiste.

sábado, 13 de junho de 2026

O umbigo e o abismo

Nunca falamos tanto de nós mesmos, nunca exibimos tanto nossas opiniões, sentimentos e rotinas, e ainda assim parecemos cada vez mais distantes de quem realmente somos.

Há uma crítica recorrente aos nossos tempos: a de que as pessoas só olham para o próprio umbigo. E talvez seja verdade. Basta abrir qualquer rede social, ouvir qualquer discussão pública ou observar as conversas cotidianas. Todos parecem ocupados demais falando de si mesmos, defendendo suas opiniões, expondo suas dores, suas conquistas, suas certezas.

Mas o que me intriga não é o excesso de atenção voltada para si. O que me intriga é que, apesar disso, parece que ninguém se conhece.

Vivemos uma época curiosa. O indivíduo se tornou o centro de tudo. Nossa felicidade é assunto diário. Nossos desejos são tratados como prioridades absolutas. Nossos sentimentos ganharam status de bússola moral. Somos incentivados a olhar para dentro, a expressar quem somos, a construir uma identidade própria. No entanto, quanto mais nos observamos, mais parecemos perdidos.

Talvez porque olhar para o próprio umbigo não seja a mesma coisa que olhar para dentro.

O umbigo é a superfície. É a imagem que construímos de nós mesmos. São os rótulos que adotamos, as narrativas que contamos, as versões que apresentamos ao mundo. É aquilo que conseguimos enxergar sem esforço. O autoconhecimento, porém, habita em outra região. Ele mora nas perguntas que evitamos fazer. Nos medos que escondemos até de nós mesmos. Nas contradições que tentamos justificar. Nas sombras que preferimos manter apagadas.

Conhecer a si mesmo nunca foi um exercício confortável.

É muito mais fácil colecionar opiniões do que investigar suas origens. É mais simples defender uma identidade do que questioná-la. É mais agradável construir uma imagem coerente do que admitir que somos feitos de ambiguidades.

Talvez por isso tantas pessoas passem a vida inteira sem realmente se encontrar. Não porque nunca tenham olhado para si, mas porque olharam apenas para aquilo que era suportável enxergar.

Existe uma diferença enorme entre atenção e profundidade.

Uma pessoa pode pensar em si mesma o dia inteiro e ainda assim desconhecer suas motivações mais íntimas. Pode falar incessantemente sobre seus sentimentos sem compreender a origem deles. Pode repetir discursos sobre autenticidade enquanto vive obedecendo expectativas que jamais escolheu conscientemente.

Às vezes, aquilo que chamamos de identidade é apenas um acúmulo de influências mal examinadas.

Somos filhos das histórias que ouvimos, dos medos que herdamos, das recompensas que recebemos, das rejeições que sofremos. Muito do que acreditamos ser escolha talvez tenha sido apenas condicionamento. Muito do que defendemos como personalidade talvez seja apenas hábito.

Mas parar para investigar isso exige coragem.

Porque existe um momento, no caminho do autoconhecimento, em que deixamos de encontrar respostas e começamos a encontrar perguntas. E perguntas verdadeiras são desconfortáveis. Elas desmontam certezas. Elas enfraquecem personagens. Elas revelam que talvez não sejamos exatamente quem imaginávamos.

Pouca gente deseja esse encontro.

Queremos explicações rápidas. Definições prontas. Queremos caber em alguma descrição simples que nos permita seguir em frente sem grandes conflitos. O problema é que seres humanos não foram feitos para caber em definições simples.

Somos contraditórios.

Amamos e rejeitamos as mesmas coisas. Desejamos liberdade enquanto buscamos aprovação. Queremos ser vistos e, ao mesmo tempo, temos medo de sermos conhecidos. Carregamos virtudes que admiramos e defeitos que tentamos esconder. Somos uma mistura permanente de luz e sombra.

Conhecer-se exige aceitar isso.

Talvez seja por isso que tantas pessoas prefiram permanecer na superfície. Porque o fundo assusta. O fundo exige silêncio. Exige honestidade. Exige abandonar algumas ilusões cuidadosamente construídas ao longo dos anos.

E o mundo moderno não favorece esse mergulho.

Tudo nos empurra para fora. Para a próxima notificação. Para a próxima opinião. Para a próxima distração. Estamos constantemente ocupados administrando a aparência da nossa vida, enquanto a própria vida passa despercebida dentro de nós.

O resultado é estranho.

Passamos décadas falando sobre quem somos sem jamais descobrir quem realmente somos.

Talvez o grande problema não seja o egoísmo. Talvez seja a superficialidade. Talvez não estejamos excessivamente voltados para nós mesmos. Talvez estejamos voltados apenas para a versão mais rasa de nós mesmos.

Porque existe uma diferença entre contemplar o próprio reflexo e explorar a própria alma.

O primeiro exercício alimenta a imagem.

O segundo transforma a pessoa.

E transformação sempre cobra um preço.

Ela exige abandonar certezas confortáveis. Exige reconhecer fragilidades. Exige admitir que somos mais complexos, mais confusos e mais misteriosos do que gostaríamos.

Mas talvez seja justamente aí que começa a liberdade.

No momento em que deixamos de defender uma ideia de quem somos e começamos, finalmente, a nos conhecer.

Olhar para o próprio umbigo é fácil.

Difícil é encarar o abismo que existe logo atrás dele.

 

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Psicologia e Tecnologia - a vida é mesmo surpreendente!

E lá estava eu, toda empolgada e com um sorriso de orelha a orelha no meu primeiro dia de estágio em psicologia. Depois de anos trabalhando com tecnologia, finalmente estava pronta para lidar com os "bugs" da mente humana. Mas confesso que fiquei um pouco perdida quando meu supervisor me pediu para "debugar" um paciente. Pensei em perguntar se precisava baixar um programa específico, mas percebi que não seria a melhor ideia, kkk. Enfim, estou aqui para aprender e colocar em prática tudo o que estudei, ou pelo menos tentar. E quem sabe, um dia eu consigo entender a mente humana tão bem quanto entendo os códigos de programação. 

Por exemplo, em vez de falar em "armazenar dados" estamos falando em "armazenar memórias", e em vez de "processar informações" estamos falando em "processar emoções". E não podemos esquecer das nossas "ferramentas de trabalho", que antes eram teclados e mouse, mas agora são lápis e papel para anotar nossas observações sobre os pacientes. E não podemos esquecer do famoso "reset" do computador, agora podemos usar técnicas de relaxamento e meditação para dar um "reset" em nossa mente. 

E não podemos esquecer dos famosos bits e bytes, agora trocamos isso por insights e empatia, que são os elementos-chave para entender e ajudar nossos pacientes de maneira mais eficaz. 

Afinal, não podemos simplesmente reiniciar ou reinstalar uma pessoa como fazemos com um computador! Mas, assim como na tecnologia, quando conseguimos fazer tudo funcionar em harmonia, os resultados são incríveis. 

1.       Computador: a mente humana pode ser comparada a um computador, pois ambos lidam com informações, pensamentos, memórias e decisões ao longo do dia. 

2.       Software: assim como o software pode ser atualizado, a terapia pode ajudar a pessoa a rever formas de pensar, sentir e lidar com a vida. 

3.       Hardware: assim como um computador precisa de peças para funcionar, o corpo é fundamental para o equilíbrio emocional e mental. 

4.       Programação: não se “programa” uma pessoa, mas é possível compreender e elaborar padrões internos que se repetem e causam sofrimento. 

5.       Internet: a internet pode ser uma fonte de informação e também permitir o encontro entre pessoas e o atendimento psicológico online. 

6.       Rede: assim como uma rede conecta computadores, os vínculos e relações ajudam a sustentar emocionalmente as pessoas. 

7.       Servidor: o psicólogo oferece um espaço de escuta, acolhimento e presença para que a pessoa possa falar de si com segurança. 

8.       Nuvem (Cloud): a mente guarda memórias, experiências e emoções que nem sempre estão acessíveis de forma clara no dia a dia. 

9.       Aplicativo (App): alguns aplicativos podem apoiar o autocuidado e a organização emocional no cotidiano. 

10.   Smartphone: o uso excessivo pode afetar o sono, a atenção e o bem-estar emocional, sendo importante encontrar equilíbrio. 

11.   Tablet: pode ser uma ferramenta de apoio em consultas, ajudando na explicação de conteúdos ou exercícios reflexivos. 

12.   Dispositivo móvel: permite acesso a informações e apoio emocional em diferentes lugares e momentos. 

13.   Sistema operacional: o cérebro organiza funções do corpo e da mente, permitindo que a pessoa lide com a vida diária. 

14.   Banco de dados: a mente guarda lembranças e experiências que influenciam a forma como a pessoa sente, percebe e se relaciona. 

15.   Segurança da informação: no campo emocional, está ligada ao cuidado, sigilo e proteção do que é compartilhado em um espaço de confiança. 

16.   Firewall: pode ser comparado a formas de proteção emocional que ajudam a pessoa a lidar com situações difíceis. 

17.   Antivírus: assim como protege o computador, a terapia pode ajudar a pessoa a elaborar pensamentos e emoções que causam sofrimento. 

18.   Criptografia: algumas experiências internas não são claras de imediato e precisam de tempo, reflexão e elaboração para serem compreendidas. 

19.   Big data: grandes volumes de informações podem ajudar pesquisas a identificar padrões gerais de comportamento humano, mas não explicam cada pessoa em sua singularidade. 

20.   Inteligência artificial (IA): pode ser uma ferramenta de apoio, mas não substitui a escuta humana, a história pessoal e o vínculo terapêutico. 

21.   Aprendizado de máquina: sistemas conseguem reconhecer padrões, mas não alcançam a complexidade da experiência emocional de cada pessoa.

22.   Realidade virtual (VR): pode ser usada como ferramenta de apoio em alguns contextos, permitindo experiências simuladas que ajudam a pessoa a elaborar emoções e medos.

Mas isso não é o caso dos seres humanos. Eu aprendi que os humanos não podem ser rebootados o tempo todo, nem todos podem ser formatados ou restaurados para as configurações padrão de fábrica.

Bem-vindo ao "PsiTech"! Aqui, misturamos os mundos da tecnologia e da psicologia de uma forma única e divertida. Afinal, a vida não precisa ser sempre tão séria, certo?

O cérebro é o hardware, e a mente é o software. Assim como a tecnologia precisa de atualizações e manutenção regular, a mente humana também precisa de cuidados e atenção constante para se manter saudável e funcionando corretamente.

Mas, assim como o código mal escrito pode levar a falhas no sistema, experiências negativas ou traumas podem causar disfunções emocionais e psicológicas. E não se preocupe, não é necessário reformatar o cérebro para corrigir esses problemas. A terapia é como um bom antivírus - ajuda a limpar o "vírus" emocional e permite que a mente funcione melhor.

E o que dizer das emoções? A tecnologia pode ser muito racional, mas as pessoas são movidas pela emoção. Às vezes, como um software desatualizado, as emoções podem ser confusas e causar problemas. Mas não se preocupe, os profissionais de psicologia estão aqui para ajudar a criar uma atualização emocional e resolver esses problemas.

E assim como a tecnologia tem seus backups e armazenamento em nuvem, a mente também pode usar uma ajudinha extra. Amigos, familiares e profissionais de saúde mental podem atuar como backups emocionais, fornecendo apoio e orientação quando necessário.

Então, se você está se sentindo como um programa travado, não se preocupe. Há muitas soluções disponíveis aqui para ajudá-lo a recuperar o controle da sua mente. Lembre-se, você é como um sistema operacional - com atualizações regulares e manutenção adequada, pode funcionar sem problemas por muitos anos.

 

Confissões de uma Escritora com Poucos Seguidores e Muitos Textos Não Lidos

Ah, a vida de um escritor solitário em meio a uma multidão de poucos seguidores! Aqui estou eu, destemidamente mergulhando nas profundezas do desconhecido ciberespaço, publicando textos com uma devoção inabalável e recebendo um retorno tão caloroso quanto um abraço de um boneco de neve. É realmente um caso de amor unilateral entre mim e o vazio silencioso das minhas estatísticas. Talvez eu deva começar a usar hashtags mais dramáticas, como #DesesperoLiterário ou #CadêMeusSeguidoresDeVerdade?

Quando despejo palavras no meu teclado, sinto-me como um pastor pregando no deserto. Eu me pergunto se as letras dançam na tela apenas para meu próprio prazer, como se estivesse assistindo a um show privado de entretenimento exclusivo. Seria eu o artista de um espetáculo solitário, o único espectador na plateia de meu próprio universo literário?

Ah, as redes sociais, esse lugar mágico onde as fotos de gatos se tornam virais e as selfies se multiplicam como em uma ilusão de ótica. Enquanto isso, minhas palavras flutuam no oceano digital como uma garrafa sem destinatário, navegando sem rumo, esperando ser descoberta por um navegador curioso. Será que os algoritmos se confundem ou o problema está mesmo com as minhas mensagens?

Eu me pego sonhando com uma horda de seguidores sedentos, devorando cada vírgula, ponto e exclamação que saem dos meus dedos frenéticos. Seria um exército de fãs esperando ansiosamente por meus próximos escritos, como se eu fosse uma pop star da literatura (mas sem dancinhas nas plataformas).

Mas, ei, talvez eu esteja olhando para tudo errado. Talvez eu seja a escritora mais exclusiva do planeta! Afinal, quantos artistas têm a sorte de ter uma audiência tão seleta? Tenho a honra de ser lida por um grupo tão íntimo de pessoas, tão íntimo que inclui minhas filhas, minha cachorrinha sonolenta e um primo distante que só sabe que eu escrevo, porque minha tia comentou uma vez no almoço de Natal e ele nem sabe que eu sei que ele sabe, kkk).

Então, aqui estou eu, firme e confiante, continuando a escrever com paixão, mesmo sabendo que minhas palavras podem se perder em algum lugar entre a vastidão da internet e o caos das timelines. Eu posso não ter seguidores, mas estou aqui para espalhar inspiração e algumas experiências dolorosas (se você acha que suas experiências são ruins, espere até ler as minhas!). E se um único leitor encontrar conforto, entretenimento ou um breve momento de diversão nas minhas palavras, então minha missão estará cumprida.

E, quem sabe, talvez um dia o mundo descubra a gênia que eu sou e minha legião de seguidores cresça além dos limites da imaginação. E se isso não acontecer, bem, pelo menos posso me gabar de ser a melhor escritora que só eu conheço! Até lá, vou continuar escrevendo para aqueles que me encontrarem, afinal, quem precisa de multidões quando se pode ter alegria em doses homeopáticas? E se você está lendo isso agora, meu caro amigo desconhecido, saiba que você é um dos escolhidos, um dos privilegiados que descobriu essa joia literária. Ou talvez você tenha clicado acidentalmente. De qualquer forma, obrigada por estar aqui, meu caro leitor (ou curioso acidental). Você é demais! 

Agora, se me der licença, tenho um encontro marcado com uma xícara de café e uma tela em branco. O próximo texto está prestes a começar!

A Rainha do Tempo Livre: Dominando a Ciência do Descanso Não Remunerado

Sou a rainha do tempo livre, a mestra do ócio criativo e a defensora da liberdade não remunerada

Então, bravo! Bravíssimo! Ergo minha caneca para saudar a determinação, a ousadia e a capacidade de encontrar felicidade, mesmo nas circunstâncias mais desafiadoras. Que a minha jornada seja repleta de risadas, descobertas inspiradoras e momentos de pura euforia. Que ela me leve a lugares surpreendentes, permitindo que eu seja a autora da minha própria história e que eu encontre o poder e a inspiração na liberdade.

Ah, que sensação! A sensação de liberdade! É como flutuar em uma nuvem de tranquilidade enquanto todos os outros estão presos em suas rotinas maçantes de trabalho. Sim, eu, a aventureira destemida, tomei a decisão corajosa de pedir demissão antes de conseguir outro emprego. E agora estou aqui, desfrutando as maravilhas de uma vida sem compromissos profissionais (ou, em outras palavras, um período sabático involuntário). E protagonizando a Divina Comédia: ‘Rindo às Custas da Minha Conta Bancária”.

Primeiro, vamos falar sobre a alegria de acordar tarde todas as manhãs. Não há alarmes irritantes ou a pressa desesperada para chegar ao escritório. Posso simplesmente enrolar na cama como um preguiçoso e acordar naturalmente quando meu corpo decidir. Ah, a doce sensação de ignorar a existência do horário comercial! A desempregada descolada!

E o “uniforme” de trabalho? Adeus, roupas formais e desconfortáveis! Saltos altos, que horror!!! Agora eu posso passar o dia inteiro de pijama ou vestida com minha fantasia de super-herói, se assim desejar. Afinal, quem precisa de roupas elegantes quando se pode usar uma capa e lutar contra o crime imaginário na sala de estar?

E a melhor parte é poder se tornar uma especialista em ócio. Enquanto todos estão presos em suas mesas, eu posso mergulhar em um mar de séries e filmes, perder horas navegando em memes engraçados na internet ou aperfeiçoar minhas habilidades em jogos de vídeo game. O ócio é uma arte, e eu sou uma verdadeira mestra nessa área.

Ah, e vamos falar sobre a emoção de economizar dinheiro! Afinal, sem um salário chegando, é hora de ser criativa com o orçamento. Diga adeus aos jantares caros em restaurantes chiques e olá aos deliciosos banquetes de macarrão instantâneo. Quem precisa de gourmet quando se pode apreciar a simplicidade de um pacote de macarrão e um sachê de tempero?

Claro! Existem desafios na vida de uma desempregada. Como lidar com a pergunta constante dos amigos e familiares sobre "como está a busca por um novo emprego"? Bem, eu simplesmente respondo com uma risada descontraída e digo que estou aproveitando meu tempo para me descobrir e explorar novas oportunidades. Afinal, posso ser uma escritora de sucesso (trabalho para isso, kkk) ou até mesmo a primeira pessoa a viajar de férias para Marte (vai que ninguém queira se voluntariar, kkk).

Então, enquanto o mundo corre em sua rotina agitada, eu estou aqui, aproveitando cada momento da minha vida desempregada. Portanto, caros amigos, não tenham medo das adversidades! Em vez disso, abracem-nas com humor, criatividade e uma pitada de ousadia. Afinal, nunca se sabe quais surpresas incríveis podem estar esperando por nós quando decidimos trilhar um caminho diferente.

Afinal, a vida é muito curta para levarmos tudo tão a sério. Enquanto os outros se preocupam com suas carreiras e trajetórias profissionais, nós, desempregados de coração valente, temos a liberdade de explorar novas paixões, experimentar hobbies malucos e criar o nosso próprio caminho. Podemos ser inventores de ideias mirabolantes ou especialistas em desfrutar de um merecido descanso.

Sempre navegando por territórios desconhecidos e encontrando alegria nas situações mais improváveis. No final das contas, não é sobre o que os outros esperam de você, mas sobre como você escolhe viver sua vida. Então, siga em frente, o mundo está esperando para ver o que você fará em seguida!

O Ministério da Saúde adverte: estar desempregado pode trazer impactos financeiros e emocionais significativos. Embora tenha ressaltado o lado positivo do tempo livre, é importante reconhecer a importância da busca por emprego e estabilidade financeira. Cada situação é única e requer equilíbrio entre a exploração de novas paixões e a responsabilidade de construir um futuro sólido.  

Antes que os haters apareçam... bem, para quem mal tem seguidores, é difícil até conseguir haters, né? Mas, para os haters de plantão: reais, imaginários ou em treinamento, segue: 

COMUNICADO IMPORTANTE: Antes que alguém leve este texto ao pé da letra, vale o aviso: trata-se de uma brincadeira, escrita com humor e ironia para enfrentar um momento difícil. Tenho plena consciência dos meus privilégios e falo, sim, do alto deles. Sei que sou uma herdeira e reconheço que essa realidade não representa a situação da maioria das pessoas em um país que ainda enfrenta enormes desafios para gerar empregos e oferecer oportunidades dignas para todos, deixando uma parcela significativa da população desempregada ou em situação de vulnerabilidade. Também não ignoro que cheguei até aqui depois de 30 anos de trabalho diário, acordando muito cedo, chegando tarde em casa e cumprindo minhas responsabilidades com dedicação. Agora, faltando apenas dois anos para minha aposentadoria (se o INSS e a corrupção deixarem) escolho usar o humor para olhar para esta fase da vida, sem perder de vista a seriedade das dificuldades que tantas pessoas enfrentam todos os dias.

Propósito

Acordar não para trabalhar e sim para manifestar seu propósito. Este é o objetivo da vida, saber quem você é e a partir daí expressar seu eu verdadeiro, compartilhando seus dons sem esforço e sofrimento e sim com alegria e amor. Não é o lugar que determina isso e sim a sua consciência.

Aqui, cuidado emocional e inovação caminham juntos.

Ofereço conteúdo psicológico por meio de textos que tocam o cotidiano, com responsabilidade e sensibilidade. Trago a minha vivência no mundo corporativo de tecnologia atravessada pela psicologia: escrevo sobre luto, ansiedade, carreira, relacionamentos, inteligência artificial, metaverso: sempre com escuta e presença.

Postagem em Destaque

Você passou de fase! Parabéns! 💔 Bem vindo ao Próximo Nível.

Olá Querida , ouvi sua mensagem. Na verdade, ouvi sua mensagem algumas vezes, até estar aqui e responder. Sua mensagem é bonita, é carinhosa...

Um presente

Você é mais do que um irmão, é um amigo, um presente e me acompanha nos momentos alegres e nas aflições. Me dá sempre os melhores conselhos.
Compartilhamos a paixão pelo futebol.💙 Irmã de menino é assim mesmo, junto com as bonecas, a gente vira goleiro, aprende a lavar carros, instalar chuveiro, chef de cozinha. Rs. Trocamos afilhados. E as muitas viagens, nem se fala, as que deram certo e as “roubadas” que nos metemos.
Compartilhamos a mesma casa e a mesma educação, crescemos juntos, vivemos juntos e ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos, por isso, quero que saiba que te amo de todo coração, e que, se precisar de algo, estarei bem aqui para te ajudar, para te dar minha força.
Admiro você, sua família, sua empresa ... sua alma, sua jornada nessa vida!!!!
Você sabe que pode sempre contar e confiar em mim. Estamos unidos para o que der e vier, somos cúmplices, não importa o que aconteça.
Quero lhe desejar tudo de bom neste dia, você merece o melhor! Obrigada pela sua amizade, você é a minha certeza e torço bastante por você. Que estejamos cada vez mais unidos.
Seja muito Feliz! Te admiro muito. Tenha um Feliz Aniversário! 🎁

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