Introdução

Você dá conta de tudo? Pelo menos é isso que parece. O trabalho anda, as responsabilidades são cumpridas, a rotina segue. Mas existe um cansaço que não passa. Uma sensação de estar sempre em falta, como se nada fosse suficiente. A mente não desliga. O descanso não chega. E, mesmo quando tudo está “sob controle”, algo insiste. Muitas vezes, não é falta de organização, nem de disciplina. É outra coisa, mais silenciosa, mais difícil de nomear. Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta para isso. Para o que não se resolve com produtividade, planejamento ou autocobrança. Não se trata de dar respostas prontas, mas de possibilitar que você escute algo do seu próprio desejo, para além das exigências que te atravessam. Atendo pessoas que vivem sob pressão constante, com dificuldade de se desligar do trabalho, lidando com ansiedade, excesso de autoexigência e uma sensação persistente de insuficiência. Se algo disso te toca, você pode me escrever. Podemos começar por uma conversa.

segunda-feira, 27 de julho de 2026

Arriscado

A gente passa boa parte da vida tentando diminuir os riscos. Confere duas vezes a mensagem antes de enviar. Repassa mentalmente uma conversa que nem aconteceu. Imagina todos os cenários possíveis, principalmente os ruins. Faz plano A, B, C... e, se der tempo, inventa até o Z.

É curioso porque quase nunca é o risco que machuca primeiro. O que desgasta é o tempo que gastamos tentando impedir que ele exista.

Tem gente que vive tão ocupada tentando não errar que acaba não vivendo muita coisa. Não porque falta coragem, mas porque a necessidade de ter certeza fica maior do que a vontade de experimentar.

No fundo, viver sempre teve uma cláusula que ninguém conseguiu negociar: não existe garantia. Amar é arriscado. Mudar é arriscado. Ficar também. Dizer o que pensa, pedir ajuda, começar de novo, confiar em alguém... tudo isso envolve algum risco.

Talvez o problema não seja correr riscos. Talvez seja acreditar que existe uma forma de viver sem eles. E, ironicamente, essa costuma ser a aposta mais arriscada de todas.



Por que algumas pessoas pensam tanto antes de sentir?

Existe um tipo de cansaço que não aparece no corpo.

Ele aparece na mente.

É o cansaço de quem passa horas analisando uma conversa, imaginando possibilidades, tentando prever reações, ensaiando respostas, revisando decisões e buscando uma certeza que nunca chega.

À primeira vista, parece apenas alguém que pensa muito.

Mas, muitas vezes, não é exatamente sobre pensar.

É sobre tentar encontrar, na razão, uma proteção contra aquilo que as emoções carregam de imprevisível.

Nem toda pessoa que analisa demais é excessivamente racional.

Em muitos casos, ela apenas aprendeu que sentir era perigoso.

Quando imaginamos alguém "emocional", normalmente pensamos em alguém impulsivo, que age antes de refletir.

Mas existe outro extremo, muito menos visível.

São pessoas que refletem tanto que acabam adiando a própria experiência.

Antes de dizer "eu gosto", elas querem ter certeza.

Antes de confiar, precisam reunir provas.

Antes de se aproximar, calculam todas as possibilidades de dar errado.

Antes de decidir, tentam prever cada consequência.

E, quando finalmente chegam a uma conclusão, já surgiu uma nova dúvida.

Não porque lhes falte inteligência.

Na verdade, frequentemente acontece o contrário.

Pessoas muito observadoras, sensíveis e capazes de perceber nuances costumam construir raciocínios extremamente sofisticados.

O problema é que nem tudo na vida pode ser resolvido por meio da lógica.

Especialmente aquilo que diz respeito aos vínculos.

Existe uma pergunta que aparece de maneiras muito diferentes ao longo da vida:

"E se eu sofrer?"

Algumas pessoas fazem essa pergunta de forma explícita.

Outras nunca a formulam.

Mas organizam suas escolhas tentando impedir que ela precise ser respondida.

Então procuram garantias.

Garantias de que serão amadas.

Garantias de que não serão rejeitadas.

Garantias de que fizeram a escolha certa.

Garantias de que não irão decepcionar ninguém.

Garantias de que não se arrependerão.

O problema é que nenhuma relação importante oferece esse tipo de segurança.

Nenhuma amizade.

Nenhum casamento.

Nenhuma profissão.

Nenhuma decisão.

Viver implica atravessar um território onde a certeza absoluta simplesmente não existe.

Ainda assim, algumas pessoas continuam procurando por ela.

Não porque sejam ingênuas.

Mas porque, em algum momento da história, a imprevisibilidade foi vivida como algo muito ameaçador.

Há pessoas que cresceram em ambientes onde suas emoções encontravam espaço.

Podiam chorar.

Podiam ficar com raiva.

Podiam errar.

Havia alguém disponível para ajudá-las a compreender aquilo que estavam vivendo.

Nem tudo era perfeito.

Mas existia uma experiência importante:

os sentimentos podiam existir sem colocar o vínculo em risco.

Em outras histórias, isso não aconteceu.

As emoções eram minimizadas.

Ridicularizadas.

Ignoradas.

Ou simplesmente não encontravam ninguém disponível para acolhê-las.

A criança aprende muito cedo algo que dificilmente consegue colocar em palavras.

Ela percebe que algumas partes de si parecem não caber naquele ambiente.

Então começa, pouco a pouco, a organizá-las sozinha.

Primeiro tenta controlar o choro.

Depois aprende a esconder a tristeza.

Mais tarde evita demonstrar medo.

Em seguida passa a vigiar até mesmo o entusiasmo.

Sem perceber, deixa de perguntar:

"O que estou sentindo?"

E passa a perguntar:

"O que seria mais seguro sentir?"

É curioso perceber como algumas pessoas transformam a inteligência em uma forma de cuidado consigo mesmas.

Pensam antes de falar.

Pensam antes de agir.

Pensam antes de desejar.

Pensam antes de amar.

Pensam antes de descansar.

Pensam antes de pedir ajuda.

Pensam até sobre o próprio pensamento.

Não porque gostem de viver dessa maneira.

Mas porque descobriram que compreender oferece uma sensação de controle.

Enquanto conseguem explicar tudo, parece que nada poderá surpreendê-las.

Só que existe um limite para aquilo que o pensamento pode fazer.

Ele consegue explicar uma emoção.

Mas não consegue substituí-la.

Pode descrever o medo.

Mas não elimina o medo.

Pode compreender o amor.

Mas não ama por nós.

Pode construir teorias sobre confiança.

Mas não produz confiança.

Há experiências que só acontecem quando aceitamos que não seremos capazes de antecipar todos os desfechos.

Uma das perguntas mais difíceis da vida adulta é surpreendentemente simples:

"O que você quer?"

Parece uma pergunta fácil.

Mas nem sempre é.

Principalmente para quem passou muito tempo organizando a própria vida a partir das expectativas dos outros.

Essas pessoas costumam saber exatamente o que precisam fazer.

Sabem o que esperam delas.

Sabem como evitar conflitos.

Sabem como agradar.

Sabem como serem reconhecidas.

Mas, quando o assunto é o próprio desejo, surge um silêncio.

Porque desejar implica correr um risco.

Quando escolhemos algo por vontade própria, também nos tornamos responsáveis pelas consequências dessa escolha.

Se der certo, ótimo.

Se der errado, não haverá ninguém para culpar.

Talvez seja por isso que tantas pessoas prefiram permanecer analisando possibilidades.

Enquanto tudo permanece no campo das hipóteses, ainda existe uma sensação de proteção.

É quando a escolha acontece que a realidade começa.

Às vezes acreditamos que estamos tentando entender um problema.

Na verdade, estamos tentando não entrar em contato com ele.

É uma diferença sutil.

Imagine alguém que passa semanas tentando descobrir se ama ou não outra pessoa.

Ela faz listas.

Compara relacionamentos.

Analisa conversas.

Relembra acontecimentos.

Procura sinais.

Pesquisa na internet.

Pergunta para amigos.

Busca respostas em livros.

Quanto mais pensa, mais distante parece ficar da resposta.

Talvez porque a pergunta verdadeira nunca tenha sido:

"Será que eu amo?"

Talvez fosse:

"Será que consigo suportar tudo o que esse sentimento pode trazer?"

A dúvida, às vezes, protege.

Enquanto ainda estou tentando descobrir o que sinto, não preciso me comprometer com aquilo que descubro. 

Controlar tudo parece oferecer segurança.

Mas também cobra um preço alto.

Quem tenta prever todas as possibilidades costuma experimentar pouco.

Quem espera a decisão perfeita adia muitas escolhas importantes.

Quem busca garantias absolutas frequentemente perde oportunidades reais.

Não porque seja covarde.

Mas porque aprendeu que errar tinha consequências difíceis demais.

O curioso é que, ao tentar evitar qualquer sofrimento, a pessoa acaba criando outro.

Um sofrimento silencioso.

A sensação de estar sempre assistindo à própria vida em vez de vivê-la.

Como alguém que permanece na margem do rio tentando calcular a temperatura da água.

Enquanto isso, o tempo passa.

Talvez seja importante esclarecer uma coisa.

Pensar não é um problema.

Refletir é uma capacidade preciosa.

A inteligência ajuda a compreender o mundo, tomar decisões e construir relações mais conscientes.

O problema surge quando o pensamento deixa de ser um recurso e passa a ser um esconderijo.

Quando toda emoção precisa ser traduzida em teoria antes de poder existir.

Quando nenhuma experiência parece suficiente sem uma explicação.

Quando compreender passa a substituir viver.

Existe uma diferença entre pensar sobre o que sentimos e usar o pensamento para impedir que o sentimento aconteça.

Nem sempre essa diferença é fácil de perceber.

Mas ela transforma profundamente a maneira como nos relacionamos conosco e com os outros.

Talvez amadurecer emocionalmente tenha menos relação com encontrar respostas definitivas e mais relação com suportar algumas perguntas abertas.

Nem toda escolha virá acompanhada de certeza.

Nem todo amor começará com convicção absoluta.

Nem toda amizade permanecerá para sempre.

Nem toda decisão será perfeita.

Ainda assim, seguimos vivendo.

Porque viver nunca foi eliminar completamente o risco.

Foi aprender que algumas experiências importantes só acontecem quando aceitamos não controlar todos os seus desfechos.

Talvez a pergunta mais transformadora não seja:

"Como posso ter certeza do que sinto?"

Talvez seja outra.

"O que em mim precisa de tanta certeza antes de permitir que eu simplesmente sinta?"

Às vezes, essa pergunta abre um caminho mais honesto.

Não porque responda tudo.

Mas porque desloca o olhar.

Em vez de tentar controlar a experiência, começamos, aos poucos, a escutá-la.

E talvez seja justamente aí que algo novo possa nascer.

Não da ausência de medo.

Mas da possibilidade de continuar vivendo mesmo sem todas as garantias.

Quando você passa a vida tentando não incomodar ninguém, quem cuida de você?

Existe um tipo de sofrimento que quase nunca chama atenção.

Ele não faz grandes escândalos.
Não costuma aparecer em crises dramáticas.
Muitas vezes é visto como maturidade, responsabilidade ou até força.

É o sofrimento de quem aprendeu muito cedo que sentir demais podia ser um problema.

São pessoas que cresceram ouvindo frases como:

"Não exagera."

"Você é muito sensível."

"Isso não é motivo para chorar."

"Tem gente com problemas muito piores."

Ou, às vezes, nem era preciso ouvir essas frases.

Bastava perceber.

Perceber que a mãe já tinha preocupações demais.

Que o pai estava sempre cansado.

Que havia contas para pagar, conflitos em casa, dificuldades que pareciam maiores do que qualquer tristeza infantil.

Então, quase sem perceber, a criança aprende uma regra silenciosa:

"Não vou dar mais trabalho."

E essa decisão muda muita coisa.

Ela continua crescendo.

Vai bem na escola.

Ajuda quando pode.

Aprende a resolver os próprios problemas.

Se torna independente antes da hora.

Os outros costumam descrevê-la como madura.

Mas existe uma diferença enorme entre independência e solidão emocional.

Porque uma criança que aprende cedo a cuidar de si mesma também aprende que talvez ninguém vá cuidar dela.

E isso não desaparece quando a pessoa vira adulta.

Apenas muda de forma.

A pessoa passa a pedir muito pouco.

Ou então pede de maneiras tão indiretas que nem percebe que está pedindo.

Diz que está tudo bem quando não está.

Responde "relaxa" quando gostaria que alguém insistisse.

Aceita migalhas de atenção porque aprendeu que qualquer demonstração de cuidado já é um privilégio.

Ao mesmo tempo, desenvolve uma habilidade impressionante para perceber o outro.

Sabe quando alguém está triste antes mesmo dessa pessoa falar.

Percebe mudanças mínimas de humor.

Lembra do aniversário de todo mundo.

Pergunta se chegaram bem em casa.

Escuta.

Acolhe.

Resolve.

Cuida.

E faz tudo isso com sinceridade.

O problema é que, muitas vezes, ninguém percebe que quem está cuidando também gostaria de ser cuidado.

Existe uma exaustão silenciosa em viver sempre atento ao estado emocional dos outros.

É como se a pessoa estivesse constantemente monitorando o ambiente.

Quem está bravo?

Quem ficou magoado?

Será que falei algo errado?

Será que decepcionei alguém?

Será que vão se afastar?

Esse monitoramento constante não costuma nascer da insegurança simplesmente.

Ele frequentemente nasce da experiência.

Quando crescemos em ambientes onde o afeto era imprevisível, aprendemos que observar é uma forma de sobreviver.

Antecipar conflitos parece proteger.

Controlar as próprias emoções parece evitar rejeições.

Pensar antes de sentir parece mais seguro.

Só que existe um preço.

A pessoa passa tanto tempo tentando entender os outros que, pouco a pouco, perde contato consigo mesma.

Quando alguém pergunta:

"Mas o que você quer?"

A resposta demora.

Às vezes não vem.

Porque a pessoa sabe muito mais sobre o desejo das outras pessoas do que sobre o próprio.

Isso aparece em relacionamentos de maneiras curiosas.

A pessoa se adapta.

Muda hábitos.

Muda opiniões.

Muda planos.

Aprende rapidamente o que o outro gosta.

Mas, depois de algum tempo, surge uma sensação difícil de explicar.

Como se estivesse vivendo uma vida que não reconhece como sua.

Como se dissesse "sim" tantas vezes que esquecesse quais eram seus próprios "nãos".

Muitas pessoas confundem isso com falta de personalidade.

Não é.

Na maioria das vezes, é uma estratégia construída ao longo de muitos anos.

Uma estratégia que funcionou.

Porque, em algum momento da vida, adaptar-se significava manter os vínculos.

Significava evitar conflitos.

Significava preservar algum tipo de amor.

O problema é que aquilo que protege uma criança pode aprisionar um adulto.

Existe outro aspecto importante.

Quem aprendeu a cuidar muito dos outros frequentemente sente culpa quando começa a cuidar de si.

Descansar parece preguiça.

Colocar limites parece egoísmo.

Dizer "não" parece agressividade.

Pedir ajuda parece fraqueza.

Receber cuidado gera desconforto.

Como se existisse uma dívida invisível.

Como se amar fosse sempre algo que precisasse ser merecido.

Então surge um paradoxo.

A pessoa deseja intimidade.

Quer relações profundas.

Quer ser conhecida.

Mas, quando alguém realmente se aproxima, aparece um medo enorme.

Porque ser visto significa correr o risco de decepcionar.

Significa mostrar partes imperfeitas.

Significa descobrir que talvez o outro não permaneça.

Por isso, muitas vezes, controlar parece mais seguro do que confiar.

Entender tudo parece mais seguro do que sentir.

Pensar infinitamente parece mais seguro do que experimentar.

Só que nenhuma relação importante acontece completamente protegida.

Existe sempre alguma vulnerabilidade envolvida.

Alguma possibilidade de perda.

Alguma chance de frustração.

Não porque amar seja sofrer.

Mas porque amar implica deixar de controlar totalmente o que acontece.

Talvez uma das perguntas mais difíceis da vida adulta não seja:

"Quem vai cuidar de mim?"

Talvez seja outra.

"Eu consigo permitir que alguém cuide de mim?"

Porque aceitar cuidado também exige coragem.

Exige acreditar, aos poucos, que não é preciso merecer atenção através do desempenho.

Nem através da perfeição.

Nem através da utilidade.

Nem sendo sempre a pessoa forte da relação.

Existe uma frase do psicanalista Donald Winnicott que diz que é no ambiente suficientemente bom que uma pessoa pode, finalmente, existir de forma espontânea.

Talvez essa seja uma das experiências mais transformadoras que alguém pode viver.

Descobrir que pode ser acolhido mesmo quando não está resolvendo nada.

Mesmo quando não está produzindo.

Mesmo quando não está forte.

Mesmo quando simplesmente existe.

Porque, no fim das contas, talvez o cuidado mais difícil de aprender seja justamente este:

acreditar que você também pode ocupar um lugar onde não precisa conquistar afeto o tempo inteiro para continuar sendo amado.

quinta-feira, 16 de julho de 2026

O que significa viver em uma época que parece nunca permitir que o tempo pare.

Terminei de ler o livro O Tempo e o Cão - Maria Rita Kehl e resolvi escrever algumas poucas palavras, porque essa obra me impactou, ela coloca de maneira estruturada e embasada o que eu acredito em relação a depressão, que não temos fórmulas mágicas e cada depressão é única e que sempre há que se considerar o componente social.

A ideia principal de O tempo e o cão pode ser resumida assim: a depressão não é apenas uma doença do cérebro ou um problema individual; ela também revela algo sobre a forma como a sociedade contemporânea nos faz viver o tempo, trabalhar e desejar.

O tempo acelerado: Kehl observa que vivemos em uma cultura que exige velocidade o tempo todo. É preciso produzir, responder mensagens, aprender coisas novas, manter uma vida social ativa e ainda parecer feliz. 

Nessa lógica, parar parece um defeito.

Ela argumenta que a pessoa deprimida, de certa forma, "sai desse ritmo". Enquanto o mundo corre, ela sente que não consegue acompanhar. O tempo dela parece mais lento.

Não significa que a depressão seja uma forma de resistência consciente. Mas esse descompasso faz aparecer uma pergunta importante: será que o ritmo que a sociedade considera "normal" é realmente saudável?

 A obrigação de ser feliz: Segundo Kehl, hoje não basta viver. Existe uma expectativa constante de demonstrar felicidade, sucesso e realização.

É como se a mensagem fosse: seja produtivo; cuide do corpo; viaje; tenha uma carreira de sucesso; seja interessante; nunca reclame.

Quando alguém não consegue corresponder a esse ideal, pode sentir que fracassou.

A autora critica essa lógica porque ela transforma emoções difíceis, tristeza, luto, cansaço, dúvida, em algo que deve ser eliminado rapidamente.

O deprimido não é simplesmente "preguiçoso". Uma das críticas de Kehl é à forma como a sociedade interpreta quem está deprimido. Muitas vezes ouvimos frases como: "Falta força de vontade." "É só reagir." "Você precisa pensar positivo."

Para ela, isso ignora o sofrimento real da pessoa. O deprimido não escolhe perder o interesse pela vida. Existe uma alteração profunda na relação com o desejo, com o tempo e consigo mesmo.

Para Kehl, quem está deprimido vive um tempo diferente do tempo acelerado da sociedade.

O desejo na psicanálise: na psicanálise, desejo não significa apenas querer alguma coisa.

É a força que nos move para viver, criar, amar e fazer projetos. Na depressão, essa força parece enfraquecida.

Por isso tarefas simples, como levantar da cama, tomar banho, conversar, podem exigir enorme esforço.

Não porque a pessoa seja fraca, mas porque aquilo que normalmente impulsiona a ação perdeu intensidade.

A crítica à sociedade contemporânea: Kehl não afirma que a sociedade "causa" toda depressão.

Ela diz que certas características do mundo atual podem favorecer o sofrimento psíquico: excesso de competição; culto permanente ao desempenho; pressão para produzir sempre mais; consumo como promessa de felicidade; pouco espaço para elaborar perdas e frustrações.

Em vez de perguntar apenas: "O que há de errado com essa pessoa?"

ela propõe também perguntar: "O que há na nossa forma de viver que produz esse tipo de sofrimento?"

A tristeza tem uma função: um aspecto interessante do livro é a defesa de que nem toda tristeza precisa ser tratada como um erro. Perder alguém, fracassar em um projeto ou atravessar mudanças importantes costuma exigir tempo para elaboração.

Kehl distingue essa experiência da depressão clínica. A tristeza pode ser uma resposta saudável a acontecimentos difíceis, enquanto a depressão envolve um sofrimento mais profundo e persistente. Confundir uma com a outra pode levar à medicalização de experiências humanas comuns.

Imagine uma esteira rolante andando cada vez mais rápido. A maioria das pessoas tenta correr para não cair. Uma pessoa deprimida simplesmente não consegue acompanhar.

A sociedade olha para ela e diz: "Corra mais."

Kehl pergunta: "E se o problema também for a velocidade da esteira?"

Essa imagem resume bem a proposta do livro. Em vez de olhar apenas para o indivíduo, ela amplia a análise para incluir as condições sociais, culturais e históricas em que esse sofrimento acontece.

Por isso, busca-se compreender a depressão tanto como experiência subjetiva quanto como um fenômeno que dialoga com o modo como vivemos hoje.

Uma ideia que considero especialmente rica é que Kehl desloca a pergunta. Em vez de perguntar apenas: 

"Por que essa pessoa está deprimida?"

ela também pergunta:

"Que tipo de sociedade transforma a lentidão em doença?"

Esse deslocamento muda bastante a perspectiva. Ela não nega a realidade clínica da depressão nem o papel dos tratamentos. O que ela questiona é a tendência de interpretar todo sofrimento apenas como um problema individual, desconectado do contexto em que a pessoa vive.

Outro ponto que me chama atenção é a forma como ela trata o tempo subjetivo. O tempo do relógio é o mesmo para todos, mas a experiência do tempo não é. Quando estamos apaixonados, uma hora passa voando; quando esperamos uma notícia importante, cinco minutos parecem intermináveis. A depressão altera profundamente essa experiência: o futuro perde força, o presente pesa e o tempo parece não se mover. Kehl sugere que essa vivência entra em choque com uma cultura que valoriza velocidade, inovação e produtividade contínuas.

Também acho interessante a crítica que ela faz ao ideal contemporâneo de autonomia. Hoje, espera-se que cada indivíduo seja o gestor da própria vida: saudável, eficiente, feliz, empreendedor de si mesmo. Quando algo não vai bem, a explicação tende a recair sobre a pessoa, ela não se organizou, não teve disciplina, não desenvolveu a "mentalidade certa". Kehl mostra que essa forma de pensar pode invisibilizar fatores sociais e históricos que também moldam o sofrimento.

Há ainda um aspecto ético na obra que considero muito forte. Na clínica psicanalítica, o objetivo não é devolver rapidamente a pessoa ao ritmo esperado pela sociedade. É escutar o que aquele sofrimento significa para aquele sujeito. Isso contrasta com uma lógica em que o sucesso do tratamento seria apenas fazer alguém voltar a produzir o quanto antes.

O que Freud e Lacan nos ensinam sobre a homossexualidade?

Poucos temas geram tantos equívocos quanto a relação entre psicanálise e homossexualidade. Ainda hoje, muitas pessoas acreditam que Freud considerava a homossexualidade uma doença ou que a psicanálise a classificaria como uma perversão. Na realidade, essa é uma interpretação que não corresponde ao pensamento freudiano nem ao desenvolvimento posterior da teoria psicanalítica.

Freud foi um dos primeiros autores de sua época a romper com a ideia de que a homossexualidade seria uma degeneração ou uma enfermidade. Em uma carta escrita em 1935 a uma mãe preocupada com a orientação sexual do filho, afirmou que a homossexualidade "não é um vício, nem uma degradação, nem pode ser classificada como doença". Para ele, a sexualidade humana é muito mais complexa do que uma simples divisão entre heterossexualidade e homossexualidade. Freud propôs o conceito de bissexualidade psíquica, segundo o qual todos os indivíduos carregam, em sua constituição inconsciente, possibilidades de investimento afetivo e libidinal que não são determinadas exclusivamente pelo sexo biológico.

Outro ponto fundamental do pensamento freudiano é que não existe uma única causa para a homossexualidade. Cada sujeito constrói sua história de maneira singular, a partir de suas identificações, dos vínculos estabelecidos na infância, das relações familiares e do modo como atravessou o complexo de Édipo. Isso significa que não há uma explicação universal nem um caminho único para compreender a orientação sexual de uma pessoa.

Lacan, por sua vez, desloca ainda mais essa discussão. Em vez de perguntar por que alguém é homossexual, ele propõe uma questão diferente: como esse sujeito se posiciona diante do desejo? Essa mudança de perspectiva é uma das maiores contribuições da psicanálise contemporânea. Para Lacan, a escolha do objeto amoroso, um homem, uma mulher ou ambos, não define a estrutura psíquica de ninguém. O que interessa à clínica é compreender como cada sujeito ama, deseja, sofre, estabelece vínculos e lida com a falta, com os limites e com o desejo do outro.

É justamente nesse ponto que surge uma das maiores confusões. Na psicanálise, os termos neurose, psicose e perversão não se referem à orientação sexual, mas à forma como o psiquismo se organiza. Um sujeito homossexual pode apresentar uma estrutura neurótica, psicótica ou perversa, assim como um sujeito heterossexual também pode. A orientação sexual, por si só, não permite qualquer conclusão sobre a estrutura clínica.

Essa compreensão representa uma mudança importante na forma de olhar o ser humano. A psicanálise deixa de perguntar quem a pessoa deseja e passa a investigar como ela deseja. Em vez de reduzir alguém à sua orientação sexual, busca compreender sua história, seus conflitos, seus vínculos e a maneira singular como construiu sua relação consigo mesma e com o mundo.

Talvez essa seja uma das maiores contribuições de Freud e Lacan para o debate contemporâneo: lembrar que o desejo humano não cabe em categorias simples. Antes de qualquer diagnóstico ou rótulo, existe sempre um sujeito com uma história única, cuja singularidade merece ser escutada e compreendida.

O silêncio também escolhe um lado.

Há algum tempo venho aprendendo que a injustiça nem sempre se apresenta de forma escancarada. Às vezes ela chega silenciosa, vestida de omissão. E talvez seja justamente por isso que seja tão difícil combatê-la.

Existe uma frase que não sai da minha cabeça: quem vê uma injustiça e escolhe não fazer nada já fez uma escolha. A neutralidade, diante do que fere o outro, quase nunca é neutra. O silêncio protege quem causa o dano e abandona quem o sofre. Não agir também é uma forma de agir.

Talvez eu pense tanto nisso porque minha história foi construída acreditando exatamente no contrário: que pequenas ações transformam destinos.

Minha primeira escolha profissional foi a tecnologia. Um universo lógico, estruturado, onde eu acreditava que quase tudo poderia ser resolvido com conhecimento, esforço e organização. Aprendi muito ali. Aprendi disciplina, método, persistência. Mas, em algum momento, percebi que o que mais me movia não eram os sistemas. Eram as pessoas.

Foi então que decidi recomeçar.

Escolhi a Psicologia quando muita gente já acreditava que eu tinha encontrado meu caminho definitivo. Recomeçar nunca é simples. Exige abrir mão da segurança, do reconhecimento já conquistado e da falsa tranquilidade de permanecer onde já sabemos caminhar.

Eu escolhi começar de novo.

E, como tantos recomeços, ele veio acompanhado de dúvidas, medo, noites mal dormidas e da pergunta que quase todo mundo faz em silêncio: "Será que vai dar certo?"

Depois veio a clínica.

Ela não nasceu pronta. Não apareceu por acaso. Não foi fruto de sorte.

Ela foi construída tijolo por tijolo. Atendimento por atendimento. Curso por curso. Estudo por estudo. Horas de trabalho invisível. Finais de semana dedicados. Investimentos que muitas vezes significaram abrir mão de viagens, conforto, descanso e tantas outras coisas que pareciam importantes naquele momento.

Quem vê o resultado dificilmente imagina o caminho.

Não vê as renúncias.

Não vê os dias em que o medo quase venceu.

Não vê as contas feitas inúmeras vezes para saber se seria possível continuar.

Não vê as lágrimas escondidas para conseguir sorrir no atendimento seguinte.

E, quando eu acreditava que finalmente poderia apenas viver aquilo que havia construído, a vida decidiu me ensinar que ela nem sempre respeita os nossos planos.

Meu corpo passou a travar batalhas que eu jamais imaginei enfrentar.

Vieram exames, procedimentos, incertezas, limitações e uma rotina que me obrigou a descobrir uma força que eu sequer sabia que existia.

Passei a conviver diariamente com a possibilidade de perder aquilo que eu ainda estava aprendendo a conquistar.

Ao mesmo tempo, precisei assistir ao desmoronamento de muitas expectativas que eu alimentava havia anos.

Planos precisaram ser refeitos.

Sonhos tiveram que mudar de forma.

Projetos foram adiados.

Alguns simplesmente deixaram de existir.

E existe um luto muito silencioso em perder futuros que ainda nem aconteceram.

Ninguém ensina como atravessar isso.

Mas existe algo que essa caminhada me ensinou de forma definitiva: a dor pode endurecer ou pode ampliar nossa capacidade de enxergar o outro.

Eu escolho a segunda opção.

Talvez seja por isso que a injustiça hoje me incomode tanto.

Porque sei o peso que uma palavra pode aliviar.

Porque sei o estrago que uma omissão pode causar.

Porque conheço, na pele, o que significa enfrentar batalhas que quase ninguém vê.

Porque aprendi que existem pessoas sorrindo enquanto sustentam tempestades inteiras por dentro.

Por isso, quando vejo alguém sendo diminuído, atacado, desacreditado ou tratado com indiferença, não consigo fingir que não é comigo.

É.

Sempre é.

Vivemos em sociedade justamente porque as dores nunca pertencem apenas a quem as sente.

Quando aceitamos o desrespeito contra alguém, abrimos espaço para que ele alcance todos nós.

Quando escolhemos permanecer em silêncio para preservar o nosso conforto, muitas vezes entregamos o outro à própria sorte.

E isso também é uma escolha.

Minha história nunca foi sobre facilidade.

Foi sobre reconstrução.

Sobre coragem.

Sobre recomeços.

Sobre aprender que força não é ausência de medo, mas a decisão de continuar apesar dele.

Foi sobre entender que dignidade não pode depender da conveniência das pessoas ao redor.

Hoje continuo caminhando.

Ainda enfrentando desafios que não escolhi.

Ainda reconstruindo expectativas.

Ainda aprendendo a lidar com limites que a vida me apresentou sem pedir licença.

Mas, se existe algo de que não pretendo abrir mão, é da minha consciência.

Prefiro correr o risco de me posicionar do que carregar o peso da omissão.

Porque tudo o que vivi me ensinou que o mundo não muda apenas pelas grandes atitudes.

Ele muda quando pessoas comuns decidem não normalizar o que é injusto.

No fim, talvez seja isso que realmente defina quem somos.

Não a quantidade de dificuldades que enfrentamos.

Mas aquilo que escolhemos fazer quando testemunhamos a dor do outro.

Porque quem presencia uma injustiça e escolhe não fazer nada não permaneceu neutro.

Apenas escolheu de que lado da história queria estar.

E eu espero continuar escolhendo, todos os dias, o lado da humanidade.

segunda-feira, 13 de julho de 2026

Quem cuida da saúde mental de quem trabalha com tecnologia?

A área de tecnologia é frequentemente associada à inovação, criatividade e resolução de problemas. É um ambiente que exige aprendizado constante, adaptação rápida e alto desempenho. Para quem está de fora, pode parecer uma carreira repleta de oportunidades e desafios estimulantes. Mas quem vive essa realidade sabe que existe um outro lado, muitas vezes invisível.

Prazos apertados, mudanças de escopo, reuniões intermináveis, plantões, sobrecarga, pressão por resultados, necessidade de atualização contínua e a sensação de que nunca é possível "desligar" fazem parte da rotina de muitos profissionais de tecnologia.

Com o tempo, esse ritmo pode gerar consequências importantes para a saúde mental.

Ansiedade, exaustão, dificuldade para descansar, alterações no sono, irritabilidade, sensação de estar sempre atrasado, culpa por não produzir o suficiente e até o burnout têm se tornado cada vez mais frequentes entre pessoas que atuam nesse setor.

Muitos profissionais de tecnologia gostam do que fazem. O problema não está, necessariamente, na profissão, mas na forma como o trabalho passa a ocupar praticamente todos os espaços da vida.

É comum responder mensagens fora do expediente, pensar em soluções técnicas durante a noite, revisar mentalmente tarefas enquanto tenta descansar ou sentir que sempre existe mais uma entrega importante.

Mesmo nos momentos de lazer, a mente continua conectada ao trabalho.

Esse funcionamento constante pode fazer com que o descanso deixe de ser realmente reparador. Aos poucos, o corpo e a mente começam a dar sinais de desgaste. 

Nem sempre o sofrimento emocional se manifesta de maneira intensa ou evidente.

Às vezes ele aparece em pequenas mudanças que vão se acumulando ao longo do tempo:

  • dificuldade para se concentrar;
  • sensação de cansaço mesmo após dormir;
  • perda de motivação;
  • irritabilidade frequente;
  • ansiedade constante;
  • dificuldade para estabelecer limites;
  • medo de não corresponder às expectativas;
  • sensação de nunca ser bom o suficiente;
  • dificuldade para aproveitar momentos de descanso.

Como esses sinais costumam surgir de forma gradual, muitas pessoas acabam acreditando que tudo faz parte da profissão.

Nem sempre faz. 

Minha história com a tecnologia: Antes de me tornar psicóloga, trabalhei por mais de vinte anos como analista de sistemas. Participei de projetos, vivi prazos, mudanças de prioridade, momentos de alta pressão e acompanhei as transformações constantes que caracterizam o universo da tecnologia.

Conheço esse ambiente não apenas pelos relatos que escuto no consultório, mas pela experiência de ter feito parte dele durante muitos anos.

Essa trajetória me permite compreender aspectos que, muitas vezes, são difíceis de explicar para quem nunca viveu essa realidade.

Expressões como sprint, deploy, produção, incidente crítico, backlog, mudanças de escopo ou a pressão por entregas não são conceitos abstratos para mim. Elas fazem parte de uma vivência profissional que marcou uma etapa importante da minha vida.

Hoje, como psicóloga e com formação em psicanálise, levo essa experiência para o consultório como um recurso que amplia minha compreensão sobre o sofrimento emocional vivido por profissionais da área de tecnologia. 

Gosto de dizer sempre que a  psicoterapia não serve apenas para momentos de crise

Existe a ideia de que procurar um psicólogo significa que algo está "muito errado".

Na prática, muitas pessoas iniciam a psicoterapia justamente para evitar que o sofrimento se intensifique.

A terapia oferece um espaço de escuta onde é possível compreender melhor o que está acontecendo, reconhecer padrões de funcionamento, elaborar conflitos e construir formas mais saudáveis de lidar com as exigências do cotidiano.

Não se trata apenas de reduzir sintomas, mas de desenvolver uma relação diferente consigo mesmo, com o trabalho e com a própria vida. 

Gosto de lembrar os profissionais de TI que cuidar da saúde mental também faz parte da carreira

Na tecnologia, investe-se constantemente em conhecimento técnico.

Cursos, certificações, novas linguagens, ferramentas e metodologias fazem parte da rotina.

Mas existe um investimento igualmente importante: cuidar da própria saúde mental.

Nenhuma carreira se sustenta por muito tempo quando a pessoa vive em estado permanente de exaustão.

Buscar ajuda não é um sinal de fraqueza. É uma forma de reconhecer que, por trás de cada profissional, existe uma pessoa que também precisa de espaço para ser ouvida, compreender suas dificuldades e cuidar de si. 

Um espaço de escuta para profissionais de tecnologia: Meu trabalho é voltado especialmente para profissionais da área de tecnologia que desejam compreender melhor seu sofrimento emocional, enfrentar situações de ansiedade, burnout, sobrecarga, dificuldades nos relacionamentos, conflitos profissionais ou qualquer questão que esteja impactando sua qualidade de vida.

Uno minha experiência de mais de duas décadas na área de TI à minha atuação como psicóloga e psicanalista, oferecendo um atendimento que considera tanto a singularidade de cada pessoa quanto as particularidades do universo da tecnologia.

Os atendimentos podem ser realizados online para todo o Brasil e presencialmente em São Paulo.

Se você sente que o trabalho tem consumido mais do que deveria, talvez este seja um bom momento para reservar um espaço para cuidar de quem está por trás da tela.

Propósito

Acordar não para trabalhar e sim para manifestar seu propósito. Este é o objetivo da vida, saber quem você é e a partir daí expressar seu eu verdadeiro, compartilhando seus dons sem esforço e sofrimento e sim com alegria e amor. Não é o lugar que determina isso e sim a sua consciência.

Aqui, cuidado emocional e inovação caminham juntos.

Ofereço conteúdo psicológico por meio de textos que tocam o cotidiano, com responsabilidade e sensibilidade. Trago a minha vivência no mundo corporativo de tecnologia atravessada pela psicologia: escrevo sobre luto, ansiedade, carreira, relacionamentos, inteligência artificial, metaverso: sempre com escuta e presença.

Postagem em Destaque

Você passou de fase! Parabéns! 💔 Bem vindo ao Próximo Nível.

Olá Querida , ouvi sua mensagem. Na verdade, ouvi sua mensagem algumas vezes, até estar aqui e responder. Sua mensagem é bonita, é carinhosa...

Um presente

Você é mais do que um irmão, é um amigo, um presente e me acompanha nos momentos alegres e nas aflições. Me dá sempre os melhores conselhos.
Compartilhamos a paixão pelo futebol.💙 Irmã de menino é assim mesmo, junto com as bonecas, a gente vira goleiro, aprende a lavar carros, instalar chuveiro, chef de cozinha. Rs. Trocamos afilhados. E as muitas viagens, nem se fala, as que deram certo e as “roubadas” que nos metemos.
Compartilhamos a mesma casa e a mesma educação, crescemos juntos, vivemos juntos e ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos, por isso, quero que saiba que te amo de todo coração, e que, se precisar de algo, estarei bem aqui para te ajudar, para te dar minha força.
Admiro você, sua família, sua empresa ... sua alma, sua jornada nessa vida!!!!
Você sabe que pode sempre contar e confiar em mim. Estamos unidos para o que der e vier, somos cúmplices, não importa o que aconteça.
Quero lhe desejar tudo de bom neste dia, você merece o melhor! Obrigada pela sua amizade, você é a minha certeza e torço bastante por você. Que estejamos cada vez mais unidos.
Seja muito Feliz! Te admiro muito. Tenha um Feliz Aniversário! 🎁

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