Andréa Ruas Martins - Psicóloga/Psicanalista - CRP 06/231415 - Clínica PsiTech - Psicologia e Tecnologia - Bairro Campo Belo - Cidade São Paulo/SP - Site oficial: clinicapsitech.com.br

Introdução

Você dá conta de tudo? Pelo menos é isso que parece. O trabalho anda, as responsabilidades são cumpridas, a rotina segue. Mas existe um cansaço que não passa. Uma sensação de estar sempre em falta, como se nada fosse suficiente. A mente não desliga. O descanso não chega. E, mesmo quando tudo está “sob controle”, algo insiste. Muitas vezes, não é falta de organização, nem de disciplina. É outra coisa, mais silenciosa, mais difícil de nomear. Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta para isso. Para o que não se resolve com produtividade, planejamento ou autocobrança. Não se trata de dar respostas prontas, mas de possibilitar que você escute algo do seu próprio desejo, para além das exigências que te atravessam. Atendo pessoas que vivem sob pressão constante, com dificuldade de se desligar do trabalho, lidando com ansiedade, excesso de autoexigência e uma sensação persistente de insuficiência. Se algo disso te toca, você pode me escrever. Podemos começar por uma conversa.

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Por que escrevo aqui? Que blog é esse???

Meu blog é, antes de qualquer coisa, um lugar de passagem.

Alguém chega, percorre algumas linhas, encontra nelas algo que reconhece, questiona uma ideia, fecha a página e continua o seu dia. Mas certas palavras não terminam quando a leitura acaba. Elas permanecem. Uma pergunta que retorna mais tarde. Uma inquietação que ganha outro sentido. Uma lembrança que reaparece. Uma sensação que ainda não encontrou nome.

É por isso que este blog existe. Não exatamente para oferecer respostas, mas para criar um lugar onde algumas perguntas possam permanecer.

Quando comecei a escrever, eu não tinha tão claro o que este espaço representaria. Com o tempo, porém, fui percebendo que os textos, mesmo quando tratavam de assuntos aparentemente diferentes, voltavam sempre para algumas questões fundamentais: quem somos diante das exigências do mundo? O que fazemos com aquilo que desejamos? Por que trabalhamos tanto? O que significa ser reconhecido? Como nos relacionamos com a tecnologia? O que acontece quando aquilo que deveria nos ajudar começa também a nos capturar? Onde termina aquilo que o mundo espera de nós e começa aquilo que, de fato, queremos?

São perguntas diferentes, mas talvez todas estejam falando de uma mesma coisa: o sujeito tentando existir em um mundo que o tempo inteiro lhe diz como ele deveria ser.

E é nesse lugar que este blog permanece. Fico entre a tecnologia e a subjetividade.

Minha trajetória profissional e intelectual sempre esteve atravessada por encontros que, à primeira vista, podem parecer distantes. Tecnologia, trabalho, gestão, desenvolvimento profissional, Psicologia, Psicanálise, relações humanas. Mas, para mim, esses mundos nunca estiveram realmente separados.

A tecnologia transforma a maneira como trabalhamos, nos comunicamos, produzimos e consumimos. Mas ela também transforma a maneira como nos percebemos. O trabalho não ocupa apenas algumas horas do nosso dia: ele participa da construção da nossa identidade. As redes sociais não são apenas ferramentas de comunicação: elas também interferem na maneira como buscamos reconhecimento. A inteligência artificial não é somente uma nova tecnologia: ela nos coloca diante de perguntas antigas sobre criatividade, conhecimento, competência, valor e, principalmente, sobre o que significa ser humano.

É nesse encontro que gosto de pensar. Não me interessa escrever sobre tecnologia apenas como tecnologia. Interessa-me pensar o que a tecnologia faz conosco.

Não me interessa falar sobre trabalho apenas como carreira, produtividade ou sucesso. Interessa-me pensar o que acontece com o sujeito quando sua existência começa a ser medida pela sua produtividade.

Não me interessa falar sobre relações humanas apenas como um conjunto de comportamentos que podemos aprender. Interessa-me pensar o que desejamos, o que tememos, o que repetimos e o que tentamos esconder quando nos relacionamos com o outro.

Essa é a principal característica deste espaço: olhar para aquilo que parece cotidiano e perguntar o que existe por baixo da superfície.

Não escrevo para dar respostas prontas. Vivemos em uma época fascinada por respostas rápidas.

Como ser mais produtivo? Como ter sucesso? Como deixar de procrastinar? Como construir uma carreira? Como lidar com pessoas difíceis? Como ser feliz? Como desenvolver inteligência emocional? Como usar melhor a tecnologia? Como alcançar seus objetivos?

Há uma indústria inteira dedicada a nos ensinar como fazer tudo isso. E por isso, eu tenho cada vez mais interesse pelas perguntas. Porque algumas questões humanas não cabem em cinco passos. Não existe um método universal para compreender o próprio desejo. Não existe uma fórmula capaz de eliminar a angústia. Não existe uma técnica que nos torne definitivamente seguros de quem somos. Não existe uma receita para estabelecer relações sem conflitos. E não existe sequer uma definição definitiva de sucesso.

É claro que conhecimento, ferramentas e estratégias podem nos ajudar. Mas existe uma diferença importante entre aprender a fazer alguma coisa e compreender por que fazemos aquilo que fazemos. É nessa diferença que a minha escrita procura se instalar.

Sempre começo com algo muito simples. Uma conversa. Uma situação no trabalho. Uma mudança tecnológica. Uma experiência cotidiana. Uma frase que ouvi. Um comportamento que me chamou a atenção. E então começo a perguntar. Por que isso me incomodou? Por que tantas pessoas vivem dessa maneira? O que existe por trás desse comportamento? O que estamos tentando conseguir quando buscamos determinada coisa? O que estamos tentando evitar? E, principalmente: o que isso revela sobre nós?

Escrever é uma forma de escutar. Existe uma contradição interessante na escrita. Quando escrevemos, parece que estamos falando. Escrever é uma maneira de escutar. Escutar aquilo que ainda não conseguimos organizar. Uma ideia começa de um jeito e termina de outro. Uma pergunta leva a outra. Uma certeza começa a perder sua força. Algo que parecia evidente deixa de ser. Por isso, não gosto de escrever como quem já sabe exatamente onde quer chegar. Gosto de deixar que o pensamento aconteça durante a escrita.

Isso também significa aceitar que alguns textos não terminem com uma conclusão definitiva. Penso que a melhor conclusão é uma pergunta. Não porque faltou alguma coisa ao texto, mas porque talvez uma pergunta seja capaz de acompanhar o leitor para além dele. Afinal, o texto termina. O pensamento, não necessariamente.

No fundo, este é um blog sobre pessoas. Mesmo quando escrevo sobre tecnologia, estou falando de pessoas. Quando escrevo sobre trabalho, estou falando de pessoas. Quando escrevo sobre carreira, estou falando de pessoas. Quando escrevo sobre inteligência artificial, estou falando de pessoas. Quando escrevo sobre relações, desejo, reconhecimento, produtividade ou identidade, continuo falando de pessoas.

E pessoas são complexas. Nós podemos desejar uma coisa e fazer outra. Podemos reclamar de uma situação e, ao mesmo tempo, ter medo de que ela mude. Podemos desejar liberdade e sentir angústia quando precisamos escolher. Podemos querer reconhecimento e nos incomodar quando passamos a depender dele. Podemos dizer que queremos descansar e nos sentir culpados quando finalmente paramos. Podemos desejar uma vida diferente e continuar repetindo os mesmos caminhos. Essa contradição não é necessariamente um defeito que precisa ser eliminado. É parte daquilo que significa ser humano.

É por isso que a Psicanálise me interessa tanto. Ela nos convida a desconfiar das explicações fáceis sobre nós mesmos. Nem sempre sabemos por que fazemos o que fazemos. Nem sempre aquilo que dizemos querer corresponde exatamente àquilo que desejamos. Nem sempre temos consciência das forças que participam das nossas escolhas. Há algo de libertador em reconhecer isso. Porque reconhecer que não somos completamente transparentes para nós mesmos pode ser o começo de uma investigação.

O mundo mudou, mas algumas perguntas continuam. Estamos vivendo uma transformação tecnológica profunda. A inteligência artificial já participa de atividades que, até pouco tempo atrás, pareciam exclusivamente humanas. Máquinas escrevem, criam imagens, programam, resumem, analisam, conversam. Isso inevitavelmente produz entusiasmo. Mas também produz medo. O que acontecerá com nossas profissões? O que será valorizado? O que ainda será considerado conhecimento? O que significa ser competente quando uma máquina consegue executar determinadas tarefas em segundos? Essas são perguntas importantes. 

Quem somos nós quando aquilo que usávamos para definir nosso valor deixa de ser exclusivamente nosso?

Durante muito tempo, aprendemos a construir nossa identidade a partir daquilo que sabemos fazer. Somos aquilo que estudamos. Somos nossa profissão. Somos nossa capacidade de produzir. Somos aquilo que conseguimos entregar. Mas e quando uma máquina começa a fazer parte disso? Somos obrigados a olhar novamente para nós mesmos. E esse movimento é desconfortável. Porque descobrimos que passamos tempo demais tentando provar nosso valor. Descobrimos que confundimos produtividade com existência. Percebemos que nossa necessidade de reconhecimento nunca foi apenas profissional. Descobrimos que aquilo que parecia uma corrida por sucesso era também uma tentativa de responder a uma pergunta bem antiga: “Eu tenho valor?”

Não é um blog sobre respostas. É um blog sobre perguntas. Essa é a melhor definição que consigo encontrar para o meu blog. Um lugar para pensar. Pensar sobre o trabalho. Sobre tecnologia. Sobre Psicanálise. Sobre relações. Sobre identidade. Sobre o mundo contemporâneo. Sobre aquilo que nos angustia. Sobre aquilo que desejamos. Sobre aquilo que repetimos. Sobre aquilo que ainda não conseguimos compreender.

Não tenho a pretensão de oferecer ao leitor uma verdade definitiva. Até porque não a tenho e mesmo se a tivesse, desconfio das verdades definitivas quando estamos falando de seres humanos. O que posso oferecer é minha companhia para pensar. Um texto que te faça parar por alguns minutos. Uma ideia que te incomode. Uma pergunta que volte à sua cabeça mais tarde. Uma perspectiva diferente sobre algo que parecia conhecido. É pouco? Talvez não seja. Em uma época em que somos constantemente estimulados a passar rapidamente de uma coisa para outra, parar para pensar já pode ser uma forma de resistência.

Para quem é este blog? É para quem se interessa pelo que existe por trás das coisas. Para quem já se perguntou por que o trabalho ocupa tanto espaço na vida. Para quem sente que produtividade não explica tudo. Para quem se interessa pelas transformações provocadas pela tecnologia, mas também quer compreender seus efeitos sobre as pessoas. Para quem gosta de Psicologia e Psicanálise, mesmo sem necessariamente ser especialista. Para quem gosta de refletir sobre relações humanas. Para quem vive as contradições do mundo contemporâneo. Para quem já percebeu que algumas perguntas são mais importantes do que determinadas respostas. E também para quem simplesmente gosta de ler.

Acredito que um bom texto não precisa necessariamente ensinar alguma coisa. Às vezes, ele precisa apenas nos fazer enxergar alguma coisa que estava ali o tempo todo. Continuo escrevendo, porque ainda há muito a pensar. Mais do que nunca. As mudanças acontecem rápido, mas o sujeito continua tendo que lidar com questões bastante antigas. Desejo. Medo. Amor. Reconhecimento. Solidão. Ambição. Insegurança. Perda. Escolha. Conflito. Pertencimento.

A lista é bem grande ...

A tecnologia muda. O mercado de trabalho muda. As formas de relacionamento mudam. As palavras que usamos para descrever o mundo mudam. Mas continuamos sendo seres que desejam, sofrem, amam, competem, fantasiam, têm medo, procuram reconhecimento e tentam encontrar algum sentido para aquilo que vivem. Quero escrever justo nesse intervalo entre um mundo que muda rapidamente e um sujeito que continua tentando compreender a si mesmo.

Meu blog é isso: um espaço para pensar o humano em meio às transformações do nosso tempo. Não apenas o que estamos fazendo, mas por que fazemos. Não apenas para onde a tecnologia está indo, mas o que ela está fazendo conosco. Não apenas como trabalhar melhor, mas o lugar que o trabalho ocupa em nossas vidas. Não apenas como alcançar o sucesso, mas o que estamos chamando de sucesso e para quem. Não apenas como nos relacionarmos melhor, mas o que buscamos quando precisamos do outro.

Não me interessa falar apenas sobre como mudar, mas também compreender aquilo que, dentro de nós, insiste em permanecer.

E te faço um convite: se você chegou até aqui, talvez este blog possa ser também um pouco seu. Não porque eu pretenda dizer exatamente o que você deve pensar. Mas porque gostaria que os textos provocassem alguma coisa em você. Uma identificação ou Uma inquietação.

Talvez você leia um texto e pense: “nunca tinha olhado para isso dessa maneira”.

Talvez pense exatamente o contrário: “não concordo”. Ótimo. Está tudo certo!

Para mim, as duas coisas são interessantes. Você não precisa concordar, só permitir que uma ideia te atravesse antes de decidir o que fará com ela. É por isso que continuo escrevendo. Para investigar aquilo que me inquieta. Para tentar compreender melhor o mundo em que vivemos. Para aproximar tecnologia e subjetividade, trabalho e desejo, cotidiano e Psicanálise. E ... para continuar fazendo perguntas. 

Se alguma coisa neste blog fizer você se perguntar “Por que será que eu faço isso?”, então a escrita já terá cumprido seu papel.

Seja bem-vindo. Este espaço é para pensar. Para pensar junto.

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Propósito

Acordar não para trabalhar e sim para manifestar seu propósito. Este é o objetivo da vida, saber quem você é e a partir daí expressar seu eu verdadeiro, compartilhando seus dons sem esforço e sofrimento e sim com alegria e amor. Não é o lugar que determina isso e sim a sua consciência.

Aqui, cuidado emocional e inovação caminham juntos.

Ofereço conteúdo psicológico por meio de textos que tocam o cotidiano, com responsabilidade e sensibilidade. Trago a minha vivência no mundo corporativo de tecnologia atravessada pela psicologia: escrevo sobre luto, ansiedade, carreira, relacionamentos, inteligência artificial, metaverso: sempre com escuta e presença.

Postagem em Destaque

Você passou de fase! Parabéns! 💔 Bem vindo ao Próximo Nível.

Olá Querida , ouvi sua mensagem. Na verdade, ouvi sua mensagem algumas vezes, até estar aqui e responder. Sua mensagem é bonita, é carinhosa...

Um presente

Você é mais do que um irmão, é um amigo, um presente e me acompanha nos momentos alegres e nas aflições. Me dá sempre os melhores conselhos.
Compartilhamos a paixão pelo futebol.💙 Irmã de menino é assim mesmo, junto com as bonecas, a gente vira goleiro, aprende a lavar carros, instalar chuveiro, chef de cozinha. Rs. Trocamos afilhados. E as muitas viagens, nem se fala, as que deram certo e as “roubadas” que nos metemos.
Compartilhamos a mesma casa e a mesma educação, crescemos juntos, vivemos juntos e ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos, por isso, quero que saiba que te amo de todo coração, e que, se precisar de algo, estarei bem aqui para te ajudar, para te dar minha força.
Admiro você, sua família, sua empresa ... sua alma, sua jornada nessa vida!!!!
Você sabe que pode sempre contar e confiar em mim. Estamos unidos para o que der e vier, somos cúmplices, não importa o que aconteça.
Quero lhe desejar tudo de bom neste dia, você merece o melhor! Obrigada pela sua amizade, você é a minha certeza e torço bastante por você. Que estejamos cada vez mais unidos.
Seja muito Feliz! Te admiro muito. Tenha um Feliz Aniversário! 🎁

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