Andréa Ruas Martins - Psicóloga/Psicanalista - CRP 06/231415 - Clínica PsiTech - Psicologia e Tecnologia - Bairro Campo Belo - Cidade São Paulo/SP - Site oficial: clinicapsitech.com.br

Introdução

Você dá conta de tudo? Pelo menos é isso que parece. O trabalho anda, as responsabilidades são cumpridas, a rotina segue. Mas existe um cansaço que não passa. Uma sensação de estar sempre em falta, como se nada fosse suficiente. A mente não desliga. O descanso não chega. E, mesmo quando tudo está “sob controle”, algo insiste. Muitas vezes, não é falta de organização, nem de disciplina. É outra coisa, mais silenciosa, mais difícil de nomear. Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta para isso. Para o que não se resolve com produtividade, planejamento ou autocobrança. Não se trata de dar respostas prontas, mas de possibilitar que você escute algo do seu próprio desejo, para além das exigências que te atravessam. Atendo pessoas que vivem sob pressão constante, com dificuldade de se desligar do trabalho, lidando com ansiedade, excesso de autoexigência e uma sensação persistente de insuficiência. Se algo disso te toca, você pode me escrever. Podemos começar por uma conversa.

segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Quando queremos parar de sentir antes de entender o que sentimos

Existe uma coisa que aparece com bastante frequência no consultório: o desejo de encontrar uma solução. 

E não há nada de estranho nisso. Quando estamos sofrendo, queremos sofrer menos. Quando alguma coisa dói, queremos que a dor passe. Quando estamos ansiosos, deprimidos, confusos ou exaustos, é compreensível desejar que alguém nos mostre o caminho para sair dali.

O problema começa quando transformamos esse desejo em uma exigência: a de que todo sofrimento precisa ser eliminado o mais rapidamente possível.

Vivemos em uma cultura bastante orientada para a solução. Há sempre alguma coisa para fazer, corrigir, otimizar, tratar ou eliminar. E isso também aparece na relação com a psicologia.

Às vezes, o paciente chega ao consultório já sabendo o que tem.

Eu tenho TDAH. Eu sou narcisista. Eu tenho trauma. Meu problema é apego. Minha personalidade é dependente. Eu preciso fazer TCC. Fiquei sabendo que a melhor abordagem é a comportamental, que direciona você e te ensina a sentir. Quero fazer determinada abordagem porque é a que funciona para isso.

É claro que essas hipóteses podem fazer sentido. Diagnósticos são importantes e diferentes abordagens psicológicas têm seus fundamentos, seus métodos e suas indicações. Mas existe algo interessante nessa necessidade de chegar com tudo definido. O que aconteceria se, antes de tentar explicar, classificar e solucionar, pudéssemos simplesmente olhar?

Sentir um pouco. Observar. Perceber o que acontece dentro de nós. Perguntar se aquela explicação realmente faz sentido.

E, na relação com o psicólogo, experimentar se existe espaço para falar, pensar e ser escutado. Perceber se há confiança, se existe possibilidade de construir um vínculo, se aquela pessoa consegue nos acompanhar naquilo que ainda nem sabemos nomear. Para mim, é uma das coisas mais difíceis em uma psicoterapia: tolerar não saber imediatamente. Porque a angústia de não saber pode ser quase tão desconfortável quanto o próprio sofrimento. E então surge a tentação de se anestesiar.

Não no sentido literal. Podemos nos anestesiar de muitas maneiras: procurando uma explicação definitiva, consumindo incessantemente conteúdos sobre saúde mental, mudando de terapeuta a cada desconforto, procurando a técnica perfeita, tentando controlar todos os pensamentos ou transformando cada sentimento em um diagnóstico.

Tudo isso pode produzir uma sensação momentânea de organização. Mas organizar não é necessariamente compreender. E aliviar não é necessariamente elaborar. Existe uma diferença importante entre cuidar do sofrimento e tentar não sentir sofrimento nenhum. Nem todo sofrimento é um sinal de que alguma coisa precisa ser imediatamente retirada.

O sofrimento é uma informação. Ele pode apontar para um conflito, uma perda, um limite ultrapassado, um desejo que não reconhecemos, uma relação que nos machuca ou uma vida que já não está fazendo sentido da maneira como vinha sendo vivida.

Isso não significa romantizar a dor. Não precisamos sofrer mais para que a terapia seja “profunda”. Não precisamos recusar alívio, diagnóstico, medicação ou técnicas que podem ajudar. E certamente não precisamos transformar sofrimento em uma espécie de prova de maturidade. A questão é outra.

É possível buscar alívio sem transformar o alívio no único objetivo. É bom querer que a dor diminua e, ao mesmo tempo, é bom também ter curiosidade sobre aquilo que ela está tentando dizer. A psicoterapia não é apenas o lugar onde vamos para encontrar uma resposta. É também o lugar onde aprendemos a fazer perguntas melhores.

Antes de tentar fazer a dor desaparecer, será que podemos entender um pouco melhor o que está acontecendo? Porque quando conseguimos finalmente sentir aquilo que estávamos desesperados para anestesiar, descobrimos que o sofrimento não era apenas algo a ser eliminado. Era algo que precisava ser escutado, entendido. Elaborado.

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Propósito

Acordar não para trabalhar e sim para manifestar seu propósito. Este é o objetivo da vida, saber quem você é e a partir daí expressar seu eu verdadeiro, compartilhando seus dons sem esforço e sofrimento e sim com alegria e amor. Não é o lugar que determina isso e sim a sua consciência.

Aqui, cuidado emocional e inovação caminham juntos.

Ofereço conteúdo psicológico por meio de textos que tocam o cotidiano, com responsabilidade e sensibilidade. Trago a minha vivência no mundo corporativo de tecnologia atravessada pela psicologia: escrevo sobre luto, ansiedade, carreira, relacionamentos, inteligência artificial, metaverso: sempre com escuta e presença.

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Admiro você, sua família, sua empresa ... sua alma, sua jornada nessa vida!!!!
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Quero lhe desejar tudo de bom neste dia, você merece o melhor! Obrigada pela sua amizade, você é a minha certeza e torço bastante por você. Que estejamos cada vez mais unidos.
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