Andréa Ruas Martins - Psicóloga/Psicanalista - CRP 06/231415 - Clínica PsiTech - Psicologia e Tecnologia - Bairro Campo Belo - Cidade São Paulo/SP - Site oficial: clinicapsitech.com.br

Introdução

Você dá conta de tudo? Pelo menos é isso que parece. O trabalho anda, as responsabilidades são cumpridas, a rotina segue. Mas existe um cansaço que não passa. Uma sensação de estar sempre em falta, como se nada fosse suficiente. A mente não desliga. O descanso não chega. E, mesmo quando tudo está “sob controle”, algo insiste. Muitas vezes, não é falta de organização, nem de disciplina. É outra coisa, mais silenciosa, mais difícil de nomear. Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta para isso. Para o que não se resolve com produtividade, planejamento ou autocobrança. Não se trata de dar respostas prontas, mas de possibilitar que você escute algo do seu próprio desejo, para além das exigências que te atravessam. Atendo pessoas que vivem sob pressão constante, com dificuldade de se desligar do trabalho, lidando com ansiedade, excesso de autoexigência e uma sensação persistente de insuficiência. Se algo disso te toca, você pode me escrever. Podemos começar por uma conversa.

quinta-feira, 16 de junho de 2022

Máquinas e Pessoas

Sempre fui conectada às maquinas. Desde pequena, já me encantava pelas máquinas, tudo que pudesse "agilizar" a vida das pessoas! 

Tudo culminou com um curso de "computação" que meu pai me colocou, quando eu tinha 9 anos. Lá aprendemos muito sobre tecnologia e como era a "profissão do futuro", aprendemos a programar e voltei para casa, com meu "código" impresso em que algumas tarefas bem simples eram executadas na tela do computador. Mesmo com a tela verde, fazendo apenas o cursor se movimentar de maneira autônoma, para mim já era como ter pisado na lua. Era a prova de que o computador iria substituir o homem em muitas tarefas repetitivas. E essa foi a minha pergunta para o instrutor, se os computadores vão substituir o homem, o que o homem irá fazer!?!?!?! Aquilo me parecia muito forte, porque seriam então os computadores x o homem. E ele foi muito hábil na resposta, para não afetar o meu desejo, naquele momento, ele me disse que tarefas repetitivas e perigosas seriam realizadas por computadores. Então os computadores trariam mais qualidade de vida para as pessoas e liberariam o tempo para tarefas "mais importantes". E quando mais eu ouvia, mais eu ficava encantada. Maravilhada com todas as inúmeras possibilidades! Eu imaginava um robozinho andando na rua e por todos os lados, realizando tudo. Sai de lá com a mensagem muito clara: retirar da frente o que podia ser automatizado e informatizado, para que as pessoas pudessem focar em "coisas mais nobres", em se conhecerem e em viverem muito melhor.

Voltei para casa com o meu "certificado" de participação no curso. Muito orgulhosa. Muito feliz de saber exatamente o que eu queria fazer "quando crescesse". E desde então não parei mais.

Lembro também de uma vez que eu fui ao trabalho do meu pai, como eu adorava ir lá, ver aquele ambiente, todos nas suas mesas, um monte de papel (rs)  e muitas tarefas. Ele viaja muito, era importante, saia no jornal, dava entrevistas, era professor também e tudo mais. E eu me lembro, que depois do curso, a minha forma de ver tudo mudou. Eu perguntava o tempo todo para ele: Pai, aquela pessoa carimbando aqueles documentos, um robô poderia fazer né? E ele dizia: sim, poderia e ele teria mais tempo para estudar e aprender coisas novas. Quando o menino do xerox passava entregando documentos ou o menino do café, eu fazia a mesma pergunta. Pai, um robô poderia servir o café, né? 

E eu gostava muito de assistir os telejornais do lado do meu pai. Tentando entender alguma coisa e ansiosa por notícias do "futuro", era assim que eu gostava de chamar, e sempre que apareciam reportagens de avanços na ciência, na saúde, etc, era ele que me dizia, sabe isso ai? Já é feito por robô, isso ai já é trabalho de muitos engenheiros da computação e analistas de sistemas. 

Entrei no curso de datilografia e ele me dizia que se eu ficasse boa, eu iria me dar muito bem com os computadores, porque eu digitaria bem rápido, digitaria tudo certinho. Ai ele comprou uma máquina de escrever eletrica e que tinha memória, vc datilografava tudo, ia corrigindo e ela depois conseguia imprimir "sozinha". Então já na escola eu levava tudo impresso, meus trabalhos eram super bonitinhos e eu já me sentia toda "automatizada". Era como se o futuro já estivesse sempre próximo de mim de alguma forma. Sem contar os primeiros video games e nós dois na nossa "oficina" já bolando coisas.

Não preciso nem dizer que não tive dúvida alguma ao escolher minha graduação, queria ser analista de sistemas, eu queria "desenhar" o que o computador iria fazer. Eu queria mudar o mundo, como todo adolescente. Mesmo antes de entrar na faculdade, lembro quando criamos um programa (em Clipper) de mala direta para cadastrar todos os clientes do meu pai. Compramos os CEPs nos Correiros, lembro eu voltando da cidade com meus disquetes, me sentindo toda importante e confiante porque iríamos incrementar o programa, buscando e preenchendo os endereços automaticamente. E começamos a cadastrar os aniversários também e mandar cartões e cada dia iamos colocando mais coisas no nosso "sistema". E teve também os perrengues: perdemos tudo, arquivos corrompidos, o que nos fez pensar na solução e aí definimos rotinas de back-ups periódicos, também íamos registrando as reuniões com cada cliente, o que eles haviam contratado, os status dos processos, etc. Sistema operacional, banco de dados, códigos fontes, linguagens de programação e por ai fomos. Quando entrei na faculdade "já tinha experiência" e me orgulhava de estar no lugar certo. Foi ai que ganhei meu primeiro computador, meu desktop, gigante, pesado. Um PC para chamar de meu, rs. E com processador 286. Depois fomos evoluindo: 286, 386SX, 386DX, 486SX, 486DX, até que finalmente ganhei o Pentium. 

Já na faculdade, além da parte técnica, tinhamos também muitas disciplinas de Filosofia, História da Computação, Organização e Métodos, Homem e Sociedade, etc em que discutíamos a relação do homem com a máquina. Seria mesmo a máquina a melhor amiga do homem? E ai, foram surgindo vários questionamentos, em relação a ética, a segurança da informação. Eu comecei a ver que muitas empresas informatizavam suas áreas e não se preocupavam em "despejar" vários profissionais no mercado. Ou mesmo, o simples fato de substituirem uma tecnologia para outra, já deixavam muitos profissionais obsoletos e "descartáveis". Consegui meus estágios em empresas grandes e me lembro quando após 1 ano estávamos com o "sistemas de compras" pronto, eu ajudaria no treinamento dos usuários, tinhamos um cronograma de implantação. Só que o contato no dia a dia com tudo isso, a história pessoal de cada usuário, a falta de formação de muitos e a preocupação em como conseguiriam se recolocar, eram muitas das perguntas para as quais eu não tinha resposta. Mas tudo bem, não tinha sido assim na Revolução Industrial? Tudo certo! Eu ficava tentando me convencer de que esses "problemas" não eram dos analistas! As pessoas de adaptam, o mundo caminha para frente! As mudanças são sempre para melhor. Todos focavam sempre no sucesso das implantações, eu também comemorava e minha carreira ia se construindo, mas no fundo, tinha aquele "vazio" porque eu ficava imaginando onde tinham ido parar todas aquelas pessoas! E essa sensação independia do local, da empresa, do sistema, do país. Tive a mesma sensação em relação às pessoas nos projetos que participei aqui no Brasil e quando fizemos o projeto na Austrália, naquela planta em Sidney, a forma que todos olhavam a "equipe de implantação", "os caras da tecnologia" que iriam mudar tudo. Da mesma forma na Espanha, na Argentina, na Alemanha e por todos os lados que os projetos me levaram. Óbvio que o cenário econômico do país dava mais ou menos segurança e conforto aos profissionais de que iriam se realocarem ou se qualificarem em outras funções, mas mesmo quando isso era garantido, a mudança proporcionada já afetava emocionalmente os envolvidos de alguma forma. E "os caras da tecnologia" não se preocupavam com isso, eu achava que deveríamos porque afinal de contas, fomos nós que geramos a mudança. 

Minha mente sempre estava ai, nesse ponto, tentando encontrar solução: Trabalho braçal x Capital intelectual. Obviamente, essa revolução tecnológica também tem seu lado negativo. Trazendo para a realidade brasileira e de outros países emergentes, a falta de investimento do governo na educação dificulta a profissionalização da grande parte da população, dificultando o ingresso ao mercado de trabalho. Fora que estamos lidando globalmente com questões muito maiores, dimensões gigantescas, como a China - Indústria e a India - Serviços.

Não se trata apenas de estudar e se especializar para solucionar os problemas das baixas e extinções de postos de trabalhos. Trata-se de planejamento familiar, controle de natalidade, plano diretor para as melhorias nos IDH e etc. Isso explica o porque do tão crescente trabalho informal no mundo. Nenhum grupo de investidores no mundo, vai convocar um grupo de especialistas para projetar e desenvolver uma máquina que substitua numa linha de produção 500 pessoas, e depois da máquina concebida com sucesso essa mesma organização vai abrir 500 novos postos de trabalhos para pessoas “qualificadas” com os mesmos salários e benefícios dos 500 postos extintos anteriormente na antiga linha de produção. Isto não existe! Comecei a me questionar sobre a nossa responsabilidade, enquanto profissionais de tecnologia, com as pessoas e também com o lixo, os resíduos tecnológicos e os materiais que iam ficando obsoletos. E logo fui me interessando por muitos temas e lendo muito, fui entrando no campo das Ciências Sociais, Antropologia, Filosofia. Entender o homem e não só a máquina, era isso. Eu precisava de entender o homem.

Veio daí, desse momento, meu interesse pelas pessoas, o que está atrás das máquinas. Comecei a procurar muita literatura a respeito e ai meu interesse por Psicologia foi se fortalecendo, primeiramente de uma maneira muito amadora, em tentar entender como o ser humano "funciona", qual é seu chip, como é o ciclo de vida, quais as fases, as emoções, a cognição. E um mundo se abriu. Comecei a me interessar tanto por gente, que fui começando a participar mais da parte de treinamentos, de ensinar as pessoas a utilizarem os sistemas, eu gostava de revisar os manuais que criávamos para ver se eram amigáveis, se seriam entendidos pelos usuários. Criamos, na indústria que eu trabalhava, um programa que chamavámos de "Usuário Nota 10", aquele que além de compreender e utilizar muito bem os sistemas também contribuiam com a área de tecnologia e traziam as críticas e sugestões de melhorias para as rotinas e para os sistemas. Eram os parceiros da área de tecnologia, Foi a forma que encontramos de desmistificar a tecnologia e a colocar em prol de todos, independente da função que exerciam na empresa.

Depois de alguns anos desenvolvendo os sistemas que usávamos, fomos invadidos pelos "pacotes" que já chegavam prontos e que precisávamos customizar para a realidade da empresa. Usuários chaves, customizações, implantações longas, interfaces com os legados. Depois os pacotes já vinham com quase tudo pronto, muitos concorrentes, muitas opções. Daí a web, tudo conectado, não demorou para o surgimento dos apps, da cloud, blockchain, internet das coisas e tudo foi e vem evoluindo de maneira muito rápida. Enfim, a tecnologia sempre foi minha paixão. Lembro com muito carinho das muitas implantações que participei, vários países, vários segmentos, muitas industrias. Conheciasse muita gente ao longo do caminho ... pessoas de todos os tipos. Muitas histórias.

Esse sentimento de ser responsável pelas pessoas afetadas pela tecnologia começou a se tornar muito central em mim. Cada vez mais, minha atenção estava focada em entender como emocionalmente as pessoas eram afetadas pelas "modernidades" e pelo "progresso". Começou ai a minha jornada, escrever sobre o tema foi se tornando uma paixão. Culminando em eu buscar uma graduação em Psicologia. Onde estou conhecendo muito, renovando meu desejo, empolgadíssima com tudo, parece que tudo vai se conectando de alguma forma. Tudo vai passando a fazer sentido, a Psicologia me ajuda a entender vários dilemas, que atuar na Tecnologia, me geraram, nos quais dedico meu tempo atualmente, além de que a Tecnologia tem me ajudado muito no mundo da Psicologia, muitas ferramentas disponíveis que tornam o meu dia a dia de estudante de Psicologia melhor, além de me permitir aprofundar muito mais. 

É a Tecnologia ajudando na Psicologia e a Psicologia ajudando na Tecnologia.

Não sei onde tudo isso vai me levar e muito menos onde tudo isso vai dar. E pela primeira vez me permito não saber, porque tenho entendido que não tem a menor importância a chegada em si, a caminhada é o que de fato importa!!! Entre uma reflexão e outra, minha vida profissional tem ganhado muito mais propósito! 

De um impossível ao outro. Agradecimento a uma pessoa especial ! te amo.

Definitivamente você não está em um grupo de amigos. E parece que desistir é pior ainda. Concorda? Gosto do termo sobreviver, mas acho que você está indo além, você está vivendo intensamente. Sabe?  

Você sempre viveu intensamente essa é a verdade. Suas histórias, suas vivências, tudo que você traz para nossa conversa. Você conta de uma época anterior a minha, mas é tudo tão atualizado.

Parece que o mundo mudou, as pessoas mudaram, mas as relações e os efeitos colaterais dessas relações seguem intactas. Impressionante como suas histórias e experiências são atuais, quase que consigo vê-las reproduzidas integralmente no ambiente que tenho ao meu redor. Fantástico. Quando você dizia, que temos que tentar seguir e tentar nos incluir de alguma forma. Vejo muita sensibilidade e inteligência. Ignorar os efeitos colaterais gerados pela convivência com algumas pessoas? Seria esse mesmo o caminho, ou enxergar, esses efeitos colaterais como os verdadeiros presentes? Tenho dúvidas.

Aceitar que nem mesmo algumas pessoas que te fizeram um voto de confiança e te prometeram algo, que mesmo essas não estão nem ai. O problema não está nelas, mas em nós mesmas, nas expectativas que permitimos serem criadas. Quando você conta situações em que, quase sempre, a imagem prevalece acima dos fatos. Quando você me disse o que te mantinha de alguma forma, era essa imagem, essa formação de opinião em cima do fato e não do fato em sim. Ou seja, não se mirava na relação em si, mas na “falsa” crença que muitos tinham dessa relação. E tudo bem! Estar desperta, estar sempre acordada. Não confundindo efeito colateral com sintoma, mas sabendo que ambos se complementam em alguma instância.

Quando você me falou de que, em algum patamar, ainda existe o desejo, sem saber me explicar direito. Vejo. Vejo desejo eminente, que ele é bem nítido. Disfarçado de ansiedade ou irritabilidade talvez, mas ele está ai. E tem que estar mesmo, esse desejo de fazer um "mundo melhor" é importantíssimo, tem que estar ai, não importa o quanto seja idealista, o fato dele existir justifica sua existência e colore sua essência. É o que te faz diferenciada! Porque matar o desejo? Porque desmerecê-lo, como, se por ser impossível, não deva estar ai dentro. E quando você concluiu, dizendo que o mundo melhor já está acontecendo. É fato! 360 graus.

De que ainda existe uma crença de que vai poder mudar a posição na vida que construiu. Não vai, mas vai poder construir patamares, degraus, girar a mandala. Sabemos que algumas pessoas são “fixas”, elas não são “mudáveis”, é a sua mandala. E tudo bem, tem a ver com a sua formação central. Todas as demais, você poderá eliminar, essas não, essas eu não te aconselho, são estruturais, elas têm que permanecer. O que vai mudar é a sua forma de enxergá-las. Ainda existe uma crença de que seria a sua resposta a toda uma vida, a toda uma jornada. Que lindo! Que depoimento foi esse !!! Que não se tratou apenas de ir superando os desafios impostos e sua realidade, enquanto isso, você viveu a vida, a vida estava acontecendo, você foi construindo, ao seu redor, bases sólidas, você construiu tudo que construiu. É isso, focar no desafio seria perder o todo. Trocar o todo pela parte. Fantástico!

Embora ela sempre te diga que não, que não existe resposta possível, que você está indo de um impossível ao outro. Eu questiono. Será? Não sei se é esse o movimento. Acho que você está, de fato, construindo o mundo possível, e iria além, você está construido o mundo real, o que te cabe e o que você merece estar. E você está tentando te levar a sublimar, resignificar essa história e com isso, entender que, no fundo, você é uma grande vencedora. Como ela disse, esteve soterrada durante muitos anos, tentando simplesmente respirar. Eu concordo com ela, você foge aos casos clássicos com receitas já conhecidas. Sua força é encantadora, a cada interação, quando eu acho que já atingimos a barra, vejo que não, você se supera, você sempre vai além, você se posiciona, sempre com coragem, com vontade. Sabe? Estou para te dizer isso faz muito tempo, desde que nos conhecemos (lembra do inicio complicado?), mas logo nas primeiras semanas, a gente percebe que não se trata de alguém comum, mais do mesmo, você é muito diferenciada. Sou enormente grata por tê-la como minha primeira “paciente”. Você brinca dizendo ser “cobaia”, mas te confesso que eu sou muito mais cobaia nessa relação do que você. Sou muito grata, por você me permitir estar aqui, estou aprendendo horrores, praticando tantas coisas e de uma forma tão significativa. Tanto é que passa por transferência e contra-transferência e por termos conseguido um rapport inimaginável, para uma marinheira de primeira viagem e uma pessoa assim tão iluminada e generosa. No alto dos seus 65 anos, você tem sido uma fonte de inspriração constante na minha vida. Mestre, Supervisora, Professora... Realmente você está certíssima, vale a pena. Entre livros, aulas, trabalhos e sessões, seguimos alimentando o intelecto e as emoções. Uaw!

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Quando você faz coisas diferentes, você corre riscos!

Comecei a ler muito cedo. Já até rabiscava linhas e linhas, sem me preocupar muito em manter registro, escrevia e descartava. Escrevia muito porque sempre que eu estou comigo mesma, minha vida é uma grande imaginação. A partir daí, comece a escrever para dar vazão a tudo que estava na minha mente. Meus pensamentos e minha maneira de ver o mundo não batiam com o meu entorno. Eu não tinha muita gente com quem eu poderia trocar idéias mais profundas. Escrever foi então a opção mais sensata. E daí em diante não parei mais. Nunca pensei em "profissionalizar" ou virar escritora. Escrever para mim é algo como respirar, você escreve e ponto. É uma necessidade básica. 

 E quando me perguntam o que eu diria para incentivar as pessoas a lerem mais e a escreverem, mesmo sem compromisso e de maneira amadora, eu digo que:  quando você faz coisas diferentes, você corre riscos. Não tenha pudor de falar e porque não escrever das suas próprias inquietações. Escreva para você e não para os outros, se alguém mais se encantar pelo que você escreve melhor ainda, mas a protagonista é sempre você mesma. Escrever gera um legado de dúvidas mas também caminhos possíveis.

Página Em Branco ....


É isso mesmo que falamos, talvez o termo não seja o melhor mas trata-se de um "tornar-se transparente".

Tem um lado fantástico em tudo isso e falamos muito a respeito disso recentemente. Ser transparente.

Muitas vezes nos perguntamos porque é tão difícil ser transparente, não é mesmo??? Costumamos até acreditar que ser transparente é simplesmente ser sincero, sem trapacear, sem fingir. No entanto, acho que vai um pouco além, para mim ser transparente é "ser de verdade". É ter coragem de se expor, de ser frágil, de chorar, de falar do que de fato estamos sentindo.

Mas aqui não quero falar desse seu lado, que eu admiro muitíssimo e que já te elogiei inúmeras vezes.

Hoje queria falar do outro lado, não de ser transparente, mas de tornar-se transparente, no sentido de ir se esvaziando por dentro. Foi isso que te disse ontem, talvez ficou confuso, porque quantas vezes usamos a palavra "transparente" e enaltecemos essa qualidade, e é. Mas ontem, o que me chamava a atenção era o processo de esvaziamento que te vejo passar e foi ai que escolhi essa palavra, mas o transparente aqui acabou confundindo as estações. 

Isso posto e tudo esclarecido queria elaborar melhor com você essa minha observação. 

Você está se deixando esvaziar ... e é normal até certo ponto. Ontem, sai da nossa conversa, com uma luz vermelha acessa, como um radarzinho me mostrando que tem algo errado nessa história. É como se você não estivesse ali. Foi uma sensação estranha que eu tive, ainda mais porque você é você. E você é uma energia muito vibrante, você não passa desapercebida em nenhum lugar. Você é sempre completa, cheia de si, bem humorada, radiante, sabe aquele lance de ocupar todo o espaço. Encher nossa alma, conviver com você sempre foi meu elixir de juventude, de energia, de garra, de coragem, de força, de sabedoria, de ... de ... de ... de um monte de coisas. 

E ontem ali, te vendo pela tela do computador, te vi, "esvaziada" de você mesma. Inacreditavelmente "transparente" e imediatamente, comecei a tomar notas, colocar algumas coisas no papel, pensar e pensar. Sempre em como reverter e em o que te dizer, confesso que lamentei não estar em um período mais avançado do curso e lamentei ainda não ter nem o conhecimento e nem os recursos adequados, mas ainda assim, surgiu a "conselheira" sei lá do que eu posso chamar, mas minha mente começou a conectar as emoções ao ainda básico conhecimento que tenho e fui tendo ideías. Tentando mapear o que de fato está acontecendo contigo, mapear algum caminho de volta. Rabiscando coisas e insights em um papel em branco, que, aos poucos, foi tomando forma. Talvez seja uma pequena contribuição e nada do que você mesma já tenha pensado ou ouvido de muitos a sua volta. É mesmo a máxima de que conselhos não são grátis. Então prefiro nomear de outra forma.

Aceito nesse momento, até chamarmos de palpites, porque é o que são. 

E agora vou me permitir  te "dar palpites". Pode ser?

Palpite 1 - o bônus é sim maior que o ônus, eu tendo a discordar de você.

Palpite 2 - é tudo uma questão de valores e princípios, você não acha?

Palpite 3 - o que resumo o seu incômodo é porque trata-se da política do uso.

Palpite 4 - nessas condições realmente não tem como ser feliz.

Palpite 5 - mesmo com tudo isso, você segue generosa e ajudando todos a sua volta.

Palpite 6 - você não está mais jogando esse jogo, concorda?

Palpite 7 - você está sim sendo altamente reconhecida, eu tenho que discordar de você.

Palpite 8 - não existe plano B, existe o seu plano e que você persegue com maestria.

Palpite 9 - não dá para irmos de um impossível ao outro, não é fácil, mas não é impossível.

Palpite 10 - sem pedir não tem. Aguentar o "não" como possibilidade faz parte.

Palpite 11 - falar o que você sente é o seu direito.

Palpite 12 - você está em um lugar privilegiado.

Palpite 13 - você está sendo infinitamente melhor do que foram para você.

Palpite 14 - você está focando em tirar nota 10 e não em que os outros tirem nota zero.

Palpite 15 - Essa é você! Você não é um desmoronamento do acaso!

Você é enorme! No sentido real da palavra, é, por si só, o verdadeiro significado de resiliência. Não se admire, porque é isso mesmo, muitos querem estar ao seu lado, ou minimamente serem considerados por você. Você é a prova de que funciona, de que dá certo, de que existe uma saída nobre, sem se perder em ilusões e miragens. Você carrega os seus valores e princípios, mas avança, "apesar de", apesar de infelizmente o mundo estar corrompido demais.

Sou grata pela nossa convivência. Sou grata por você me ouvir sempre, não importa o quão ocupada você esteja, você sempre tem um tempinho para quem precisa de você. Você é generosa. Você não é feita de marketing, você é real.

Saiba que eu estou aqui, para te ouvir também, para aprender com você, para te ensinar. E, por que não? Para dar palpites também. rs

sexta-feira, 27 de maio de 2022

A visão além do alcance!

1992 - Esse foi o ano. Memorável! Costumo chamá-lo de divisor de águas. Esse momento em que, após viver, nunca mais será possível regredir e tentar ser o que se era. Não tem mais jeito, você cruzou a linha e agora já experimentou o outro lado. Sinto muito. A partir daqui, esquece, não se tem plano B, agora passa a ser sempre em frente. O ano em que você identifica a ideologia e passa a exercer sua visão crítica. O ano em que você se torna você. Você passa a exercer o que você veio aqui para fazer. Não foi fácil, não é nunca fácil. Mas é rico, alimenta você, te enche de sentido e te faz ser autosuficiente, tanto em suas alegrias quanto em suas dores. Daí, 98 ficou marcado, como o ano da responsabilização. Tudo ganha contornos distinto e muito mais especiais, parece que tudo é ressaltado, nada é pouco, nada é pequeno, você se delicia com o simples fato de existir e de estar podendo viver e ter talvez a mais enriquecedora das experiências, você cresce e segue crescendo e não pára mais.

Foi como ele me disse que seria. Eu veria muita coisa e descobriria que o que acontece por aqui é em proporções gigantescas. Que os relacionamentos são bem piores e que o ambiente é muito mais hostil do que se imagina. Como ele dizia: "esquece a neutralidade científica, porque viemos nesse mundo para sermos objeto de transformação social" e ainda concluía com uma enfática mensagem: "seja bem vinda!". 

A palavra, se não me falha a memória, foi SOBREVIVER. E eu sempre brincava com ele, dizendo que haviam esquecido de colocar o "guia de sobrevivência" na minha mochila. Mas nesses momentos temos que seguir sem guia mesmo. Tateando e fazendo todas as conexões necessárias, ou talvez, as possíveis.  Sempre me lembrei das suas dicas, como por exemplo, que não era uma terra de amigos, muito pelo contrário. Saber viver era importante e que um pouco de artes cênicas era mandatório desenvolver.

Segundo as palavras dele, você deveria criar um "avatar" para você, uma representação de um profissional com as características esperadas pela empresa. Tipo metaverso, hoje tão em alta. E foi com esse avatar que a vida profissional foi acontecendo.

Foram dicas importantes naquele momento, que me ajudaram, mais no sentido de enxergar o que eu não queria para mim, do que propriamente para me ajudarem a "sobreviver" por aqui.

Foram alguns anos, sem ter muito o que fazer e por esse mesmo motivo, por se ter muito tempo livre e poder me dedicar a escuta e observação. O que eu nunca tinha tido oportunidade de praticar, porque vivia em uma área de alta demanda de trabalhos operacionais e também de muitas dificuldades de visibilidade do ambiente. 

Hoje vejo com muita nitidez, o tempo que foi perdido e que meu empenho e esforço nunca seriam recompensados de maneira justa. E se posso dizer qual foi a aula que mais me inspirou e que me trouxe mais clareza do mundo e que foi mais didática impossível, foi quando falamos sobre justiça. Ecoa em minha mente, sempre me recordo, são frases tão robustas e tão fortes, que foram para mim, um amuleto da sorte e também um antídoto. Ele me perguntava sempre, o que é justiça para você? Defina justiça. Você está certa disso? 

Como ele me disse inúmeras vezes, é um jogo. E o pior é um jogo sem regras. As mesmas são criadas durante o jogo e por quem está se beneficando delas. É como a raposa estar cuidando do galinheiro. Então não existe saída viável ou "justa". Acho que justiça foi a primeira palavra que ele desconstruiu comigo, lembro-me dele me perguntando o tempo todo o que era "justiça para mim". E eu sempre respondia, justiça, não justiça para mim. Justiça é justiça. É o certo. Não é para mim. Mas com o tempo fui percebendo também que o meu conceito de justiça nesse ambiente não pararia de pé. Então comecei a distinguir a "justiça" da "justiça para mim".

Foi também um período de muita leitura, pude me dedicar aos livros, tantos e tantos. Eu realmente não tinha tido tempo suficiente para ler tudo que eu gostaria e estando por aqui, tive tempo suficiente e me transformei em uma máquina de ler. E não pararia nunca mais. E aí, entra um choque ainda maior, porque a diferença entre o que os livros (principalmente os de administração) pregavam e o que eu vivia no dia a dia aqui eram o extremo oposto. E o mais curioso é que a olhos nus, era tudo igual. Não sei como te fazer entender, mas as teorias eram colocadas em prática sim, mas de maneira maquiada, para "inglês ver", tudo era adaptado, ajeitado, organizado de maneira a passar uma imagem correta e coerente, mas para quem estava vivendo aqui, sabíamos o quanto tinha de discurso vazio. 

Mas não desanimo, nunca me desanimei, muito pelo contrário, foi vendo tudo que vi, que pude realizar tudo que realizei. A cada fato, a cada situação, a cada dificuldade, sempre vinham ganhos de energia e de vontade de fazer e ser diferente. E foi seguindo participando sem ser, que pude me realizar e pude transformar tudo ao redor, tudo que minha alçada me permitia. E daí vi que realmente não é matemático, não é lógico, não tem certo ou errado, bom ou mau, é tudo um lado só, é tudo junto e misturado como ele me falava com frequência.

Bom, uma coisa é certa e matemática, rs, procure estar sempre com pessoas inteligentes por perto, com quem vale a pena, escolha as pessoas, não aceite qualquer um, não perca sequer 1 minuto com pessoas pequenas e incapazes de entender a transformação que estamos vivendo, desde o primeiro dia de nossas vidas.



sexta-feira, 13 de maio de 2022

Não seria muito investimento?

Tem algumas perguntas que, porque não têm respostas imediatas, ficam circulando na mente durante um bom tempo. É o que chamo de perguntas-presentes.

Talvez a pessoa que te fez a pergunta não se deu conta da profundidade e de como mexeu com emoções dentro de você, até então adormecidas. Talvez tenha “perguntado por perguntar”.

É por isso que acho o máximo e vejo o sincronismo da vida nesses pequenos detalhes, como tirar uma pergunta do nada e fora totalmente de contexto e, ainda assim, ser capaz de perguntar exatamente o que tem que ser perguntado, entendido e respondido. Nesse momento, é importante voltar para o corpo, guardar a pergunta e seguir a vida. Deixar a pergunta vagar dentro de você por um tempo, até que a resposta ressurja (sim, porque no fundo ela já está ai dentro somente esperando o momento exato de emergir). Mas no final do dia, já em casa, essa pergunta voltou com força total e eu fiquei me questionando se não seria de fato “muito investimento”.  Estava eu, sendo muito arrojada, ainda investindo na mesma causa, da mesma forma que antes? Não seria mesmo o momento de ser mais conservadora, até por proteção e economia de tempo? Ou talvez, um meio termo, o perfil moderado que falamos da última vez. Para que investir em algo que já se mostrou ser de baixissimo retorno? Foi assim que comecei minha semana, calibrando a minha régua com as pessoas, com o tempo, com o empenho, entendendo que tudo não se pode e que vamos ou deveríamos ir até um certo ponto. Confesso que nos primeiros dias, o condicionamento de toda uma vida falou mais forte, mas ai aquele trigger, o famoso limite, o divisor de águas que sempre atua, deu as caras, me lembrando, me perguntado se não seria muito investimento. Hummmm. Não seria muito investimento? E fui me surpreendendo, em situações muito simples, de ver como realmente é muito investimento para pouco retorno, um desperdício, e você vai se desligando, ou melhor se permitindo, se liberando desse “dom”, desse compromisso. 

Realmente é o momento certo? Você tem que investir, tem que escutar, tem que ajudar? Não, você não “tem que” nada. Muito pelo contrário, o esperado é que você foque nas suas prioridades e caminhe, siga adiante. Estranho eu estar escrevendo tudo isso, justo eu, mas no final do dia, é muito libertador, se autorizar a não “ter que” nada. E mesmo no meio desse laboratório todo, surgiram situações que me fizeram investir, e foram muito proveitosas e ricas. Mas o momento é mesmo de transição, de sair da “linha de montagem” da ajuda, para ajudar somente quando se tem um chamado especial, quando está conectado a algo mais significativo. Quando tem mais a sua cara. Quando vale a pena!

E tudo vai se encaixando e aparecendo do nada, parece mágica, quanto mais você vai mergulhando no seu próprio Universo, mais a vida vai fazendo sentido e o que tem que ser seu, vai se aproximando. Você começa a não mais se identificar com algumas atitudes daquela pessoa que você era antes, no início dessa caminhada. Ainda bem. É o que eu chamo de "passar de fase". Parece que está tudo mais leve e mais forte, parece que tudo tem mais sentido, você não faz mais apenas por fazer, você vê sentido no que está acontecendo ao seu redor. E o detector de "pessoa que vale a pena" parece que se regenera e fica afiadíssimo, você já não cai mais em qualquer roubada. É o que estou estudando muito e com afinco, o lance dos mecanismos de defesa e como as pessoas se utilizam deles, são quase que automáticos. Também a transferência e a contra-transferência, ahhhh e a projeção. Esse Universo fantástico da psicologia e todos os seus desdobramentos. Estava eu aqui no último texto conectando com a análise experimental do comportamento e agora já estou eu aqui conectando a abordagem psicanalítica. Não tem como não repetir e repetir que esse sim é o meu grande laboratório e a melhor oportunidade da minha vida. É o patrocínio dos patrocínios. Sei que não será eterno, mas torço para que dure mais um tempinho. Crossing my fingers !!! Um pouquinho de superstição faz parte, pelo menos no início dessa jornada. Meu laboratório a ceú aberto.

Tem lá seus efeitos colaterais, é verdade, tenho que admitir, e, talvez, o que mais atrapalhe seja a ansiedade. Vontade de ir mais depressa, de chegar lá mais rápido e de logo já estar exercendo outros dons. Meu primeiro raio que sempre aflora e dá sinal de vida. Mas exige uma construção prévia, muito estudo e horas de dedicação, então sei que não é assim, que tudo tem seu tempo. E que preciso ainda estar onde estou, ao mesmo tempo que vou construindo esse outro lugar. Porque não é qualquer lugar. Não é um lugar de encaixe, mas é o meu lugar. Espero que um lugar, patrocine o outro, e que o Universo se encarregue de sincronizar os acontecimentos da melhor forma. E agora, já estou aqui esperando a campainha tocar e entregarem “Infinite Jest”. 😊 Eita, segura a ansiedade!!!



segunda-feira, 9 de maio de 2022

A vida que levamos e os valores que cultivamos.

Na verdade é uma jornada, que agora me dei conta. Têm sido muito ricos, o caminhar e o descobrir, tudo isso culmina no auto conhecimento e todos os seus efeitos colaterais. E esses costumam ser maiores do que os benefícios provenientes das descobertas, pelo menos na fase inicial. É a máxima de que tudo piora, e, às vezes, piora muito, antes de melhorar. Então já é o esperado mesmo, até ai não me surpreendo. Eu me pego mais pensando no tempo perdido ... porque se toda essa clareza me fosse apresentada anos antes, eu teria economizado muita sola de sapato. Mas sei que o processo não é tão aritmético assim, 1+ 1 costumam não ser apenas 2, então não me arrependo e muito menos lamento essa perda de tempo, pelo contrário, enquanto se perdia esse tempo, eu vivia intensamente, com falhas e acertos, mas com movimento. Movimento que gera energia suficiente para solidificar a coragem e fazer jus à sabedoria. E hoje com tanta clareza não tenho como não perceber que muitos, para não dizer a maioria, ao meu redor, ainda estão completamente adormecidos e me assusta saber que, grande parte não acordará nessa vida, seguirá assim para a eternidade e não há nada que possa ser feito. Sempre soube que a inteligência acima da média tem um preço alto a ser pago, o que eu não imaginei, foi que, embutido nesse preço, tinham também emoções fortes e dores associadas, ditos efeitos colaterais. Fase muito intensa, mas necessária, em que tudo veio à tona e emergiu de maneira muito convicta e assertiva, o que me faz concluir, que tudo isso já estava pronto lá dentro, só mesmo esperando essa “autorização” de se expandir e mostrar ao mundo a que veio, mostrar ao mundo a minha força. E hoje, o dia a dia, é rico em conhecimento, rico em alternativas e cheio de mudanças, quando o ponto de vista muda, envolve muita coisa, o cenário inteiro muda, ou seja, a resposta muda. Não podemos perder a “pergunta” como eu falei, mas a resposta é tão importante quanto a pergunta: como estamos respondemos ao que nos é colocado? Vejo a questão social como uma equação “tem que”, tudo tem que estar relacionado ao social, não há sucesso individual assim como também não há fracasso individual, seu sucesso é o sucesso da sociedade e seu fracasso significa que a sociedade como um todo fracassou. Essa dimensão de “é tudo uma coisa só” muda tudo, traz sentido para vida. A vida fica colorida, próspera, cheia de possibilidades e hoje entendo quando os primeiros professores me diziam não ter uma resposta certa. O que temos são as perguntas certas, mas as respostas sempre “dependem”. Fascinante. Muda tudo e sei que não “resolve”, mas confesso que traz muito alívio, um conforto diferente do que antes me confortava. Porque é um conforto genuíno e com uma tranquilidade associada, a tranquilidade de saber que nós é que escolhemos, atitude a atitude, como iremos significar a nossa vida, a maneira que seremos lembrados e a diferença que faremos na vida das pessoas e do mundo. Tudo ainda é muito incipiente, está tudo muito no começo, mas já vislumbro uma longa e bonita caminhada. Agora seria desenvolver os recursos para que se possa enfrentar, sendo co-responsável pela minha própria recuperação. E aqui me alegro em saber que tenho os recursos psíquicos necessários, mas, aceitar ajuda para organizar as emoções pode igualmente ser muito bom para enfrentar os próximos passos. O sucesso é certo e está nessa harmonização da vida que levamos com os valores que cultivamos.





Propósito

Acordar não para trabalhar e sim para manifestar seu propósito. Este é o objetivo da vida, saber quem você é e a partir daí expressar seu eu verdadeiro, compartilhando seus dons sem esforço e sofrimento e sim com alegria e amor. Não é o lugar que determina isso e sim a sua consciência.

Aqui, cuidado emocional e inovação caminham juntos.

Ofereço conteúdo psicológico por meio de textos que tocam o cotidiano, com responsabilidade e sensibilidade. Trago a minha vivência no mundo corporativo de tecnologia atravessada pela psicologia: escrevo sobre luto, ansiedade, carreira, relacionamentos, inteligência artificial, metaverso: sempre com escuta e presença.

Postagem em Destaque

Você passou de fase! Parabéns! 💔 Bem vindo ao Próximo Nível.

Olá Querida , ouvi sua mensagem. Na verdade, ouvi sua mensagem algumas vezes, até estar aqui e responder. Sua mensagem é bonita, é carinhosa...

Um presente

Você é mais do que um irmão, é um amigo, um presente e me acompanha nos momentos alegres e nas aflições. Me dá sempre os melhores conselhos.
Compartilhamos a paixão pelo futebol.💙 Irmã de menino é assim mesmo, junto com as bonecas, a gente vira goleiro, aprende a lavar carros, instalar chuveiro, chef de cozinha. Rs. Trocamos afilhados. E as muitas viagens, nem se fala, as que deram certo e as “roubadas” que nos metemos.
Compartilhamos a mesma casa e a mesma educação, crescemos juntos, vivemos juntos e ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos, por isso, quero que saiba que te amo de todo coração, e que, se precisar de algo, estarei bem aqui para te ajudar, para te dar minha força.
Admiro você, sua família, sua empresa ... sua alma, sua jornada nessa vida!!!!
Você sabe que pode sempre contar e confiar em mim. Estamos unidos para o que der e vier, somos cúmplices, não importa o que aconteça.
Quero lhe desejar tudo de bom neste dia, você merece o melhor! Obrigada pela sua amizade, você é a minha certeza e torço bastante por você. Que estejamos cada vez mais unidos.
Seja muito Feliz! Te admiro muito. Tenha um Feliz Aniversário! 🎁

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