Andréa Ruas Martins - Psicóloga/Psicanalista - CRP 06/231415 - Clínica PsiTech - Psicologia e Tecnologia - Bairro Campo Belo - Cidade São Paulo/SP - Site oficial: clinicapsitech.com.br

Introdução

Você dá conta de tudo? Pelo menos é isso que parece. O trabalho anda, as responsabilidades são cumpridas, a rotina segue. Mas existe um cansaço que não passa. Uma sensação de estar sempre em falta, como se nada fosse suficiente. A mente não desliga. O descanso não chega. E, mesmo quando tudo está “sob controle”, algo insiste. Muitas vezes, não é falta de organização, nem de disciplina. É outra coisa, mais silenciosa, mais difícil de nomear. Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta para isso. Para o que não se resolve com produtividade, planejamento ou autocobrança. Não se trata de dar respostas prontas, mas de possibilitar que você escute algo do seu próprio desejo, para além das exigências que te atravessam. Atendo pessoas que vivem sob pressão constante, com dificuldade de se desligar do trabalho, lidando com ansiedade, excesso de autoexigência e uma sensação persistente de insuficiência. Se algo disso te toca, você pode me escrever. Podemos começar por uma conversa.

terça-feira, 19 de novembro de 2024

A vida não gira, capota !!!

2023

Há anos que giram, transformam, mudam trajetórias. E há aqueles que capotam—destruindo certezas, arrancando bases, deixando um rastro de silêncio e perguntas sem resposta.

Foi um desses anos. Um período marcado pela perda, pelo luto, pela sensação de que o chão cedeu sem aviso. A despedida de uma amizade que parecia para sempre, a ausência materna transformada em um vazio impossível de preencher, o golpe inesperado da instabilidade profissional. Cada novo acontecimento foi um choque, um teste da resistência humana.

Houve momentos em que o peso da dor foi insuportável. Sensação de aperto, pensamento focado nas injustiças, o nó na garganta diante de despedidas inevitáveis, a revolta silenciosa contra tudo o que foi tirado sem aviso ou explicação.

E como se não bastasse, veio a batalha contra o próprio corpo. Um diagnóstico que mudou tudo, que exigiu uma coragem que talvez nem existisse até então. Lidar com a fragilidade, com o medo, com a necessidade de ser forte quando tudo dentro gritava o contrário.

E, ainda assim, mesmo nos escombros, um passo foi dado. Uma escolha de recomeço, um novo caminho traçado em meio ao caos. O peso da dor não desapareceu, foi transformado. O que antes era apenas perda, tornou-se o impulso para reconstrução.

Porque, no fim das contas, há algo de extraordinário em sobreviver a um ano que parecia insuportável. Há força em continuar, mesmo quando tudo diz para parar. Há coragem em aprender a respirar novamente, mesmo depois de ter sido afogado.

Nem sempre a vida permite recomeços suaves. Às vezes, é preciso reconstruir a partir dos destroços e em tempo recorde.

E, mesmo sem respostas, sem certezas, sem a promessa de um amanhã mais fácil, seguir em frente já é, por si só, um ato de resistência.

Chega do que dói

Não se trata de evitar ou ignorar o que sentimos, mas de buscar uma maneira de viver sem estar constantemente à mercê da dor. 

Dizer "chega" é reconhecer que o sofrimento não define quem somos, que ele é um visitante temporário, e que podemos, sim, recuperar nossa força. 

O processo não é simples, mas é essencial para nossa saúde emocional e bem-estar.

Chega de se perder no passado, de reviver traumas e culpas. 

Chega de carregar o peso de expectativas que não são nossas, de lutar contra o que não podemos controlar. 

O "chega" é um ato de coragem, uma forma de devolver ao presente o espaço que merece, livre do sofrimento.

Ao dizer "chega", damos permissão para a cura, para a renovação e para a reconstrução do que foi danificado. 

Não estamos rejeitando nossas emoções, mas dando a elas o lugar que merecem, sem permitir que se tornem uma prisão. 

O "chega" é uma oportunidade de reconectar-se com o que há de bom, de belo e de esperançoso em nós.

Reta Final

É na reta final que se é solicitado um último esforço, como se fosse um gás final, e parece-me que não o tenho

Há algo paradoxal sobre a reta final de qualquer jornada. Chegar tão perto do objetivo deveria trazer alívio, mas, muitas vezes, o que emerge é um peso desproporcional, como se o cansaço de todo o percurso desabasse sobre os ombros. O tão falado “gás final”, aquele sopro de energia para concluir a caminhada, às vezes parece simplesmente inalcançável.

A reta final não é só uma questão de esforço físico ou mental. Ela testa nossas reservas emocionais, nossa capacidade de acreditar que o término vale o sofrimento acumulado. É como correr uma maratona onde, ao avistar a linha de chegada, o corpo parece mais pesado, a respiração mais difícil e a dúvida mais alta: "Eu consigo mesmo? E se eu não tiver o suficiente?"

Essa falta de “gás” não é sinal de fraqueza, mas uma demonstração de humanidade. Há dias em que tudo parece demais, e até mesmo colocar um pé diante do outro soa impossível. O cansaço acumulado não é só uma consequência natural do esforço, mas também um lembrete da intensidade com que nos dedicamos. O esgotamento, embora doloroso, é prova de que estivemos inteiros no processo.

Mas talvez o problema não seja a falta de força, e sim a pressão por um desempenho perfeito, por atravessar a linha de chegada de forma impecável. Carregamos uma ideia ilusória de que o esforço final deve ser triunfante, como nos filmes em que o protagonista supera todos os obstáculos com um brilho inabalável. A realidade, no entanto, é que nem sempre cruzamos a linha com energia, às vezes a cruzamos apenas com resiliência.

E, ainda assim, o esforço final é possível, mesmo quando parece improvável. Talvez ele não venha em um grande momento de superação, mas em pequenos passos, lentos e silenciosos. Às vezes, o que nos move não é a força, mas o hábito de não desistir, de continuar porque sabemos que já fomos longe demais para parar.

O gás final não é sempre um estouro de energia; muitas vezes é um suspiro profundo, um esforço silencioso e uma escolha consciente de seguir em frente, mesmo quando tudo em nós pede para parar. E quando finalmente cruzamos a linha, exaustos, percebemos que não era sobre ter força sobrando. Era sobre confiar que o que tínhamos era o suficiente.

Passar por todas essas fases me fizeram ser uma melhor profissional ... com certeza.

A jornada para se tornar uma profissional completa não é construída apenas sobre livros, aulas ou estágios, mas também sobre experiências de vida que nos moldam profundamente. No meu caso, foram as perdas e decepções que, embora dolorosas, deixaram marcas que me transformaram em uma pessoa mais empática, resiliente e preparada.

Enfrentar perdas nos coloca frente a frente com a fragilidade da vida. Lidar com o vazio deixado por alguém que partiu ou com a frustração de um sonho desfeito ensina lições que nenhuma teoria pode oferecer. Essas experiências nos conectam com a vulnerabilidade humana e nos ajudam a compreender, de maneira visceral, o que muitas pessoas trazem para a terapia: a dor de perder algo ou alguém que significava muito.

As decepções, por sua vez, me ensinaram sobre aceitação e superação. Quando as expectativas não se concretizam ou quando somos surpreendidos por situações adversas, somos forçados a olhar para dentro e buscar forças onde pensávamos não haver mais. Esse processo de reconstrução, embora árduo, nos prepara para acolher os outros em suas próprias jornadas de ressignificação.

Hoje, percebo que cada perda e decepção que vivenciei se tornou uma ferramenta importante no meu trabalho como psicóloga. Essas fases me ensinaram a ouvir com mais atenção, a acolher sem julgamentos e a criar um espaço onde o outro se sinta seguro para expressar suas dores. Meu conhecimento não veio apenas dos livros, mas das minhas próprias cicatrizes.

Ser psicóloga exige, acima de tudo, humanidade. Passar por essas fases difíceis me fez compreender que a dor é universal, mas que o apoio e a escuta podem transformar vidas. Cada paciente que encontro é uma oportunidade de usar o que aprendi em minhas próprias lutas para ajudar alguém a encontrar sua força.

Hoje, ao olhar para o meu percurso, posso afirmar que as perdas e decepções foram essenciais. Elas me ensinaram não apenas a ser mais forte, mas também mais sensível às dores alheias. Passar por tudo isso, sem dúvida, me fez ser uma melhor psicóloga... com certeza.

Escrever e a tentativa de traduzir o impossível

Escrever é, muitas vezes, um ato de coragem. É enfrentar o inominável e tentar colocar em palavras aquilo que me parece escapar por entre os dedos. É dar forma ao que não se compreende totalmente, como se cada palavra fosse um esforço de resgatar uma parte de mim que caiu e se perdeu pelo caminho.

Há momentos em que o ato de escrever flui naturalmente, como se o papel fosse um espelho que reflete minhas emoções, pensamentos e memórias. Mas há também aqueles períodos de silêncio, quando escrever se torna impossível, porque as palavras parecem pequenas demais diante daquilo que estou vivendo ou sentindo.

Estar sem escrever pode ser uma pausa necessária, um espaço para que as minhas feridas cicatrizem. Talvez seja um sinal de que algo dentro de mim está se organizando, encontrando novos significados, construindo uma narrativa para o que parecia ser puro caos. Por outro lado, o silêncio pode também carregar o peso da desesperança, aquele vazio que me impede de acreditar que as palavras têm algum poder para traduzir o que estou vivendo.

A dúvida entre a cura e a desesperança, nesse caso, é compreensível? Escrever é um movimento para fora, uma tentativa de conexão com o outro e com o mundo. Quando as palavras não vêm, fico em suspenso nesse limbo: estou me reconstruindo ou apenas me isolando?

Mas talvez a ausência de escrita seja, por si só, minha forma de comunicação. O silêncio também fala, e muitas vezes ele me ensina mais do que eu gostaria de admitir. Ele revela os momentos em que preciso olhar para dentro, cuidar do que está machucado, antes de permitir que as palavras façam o seu trabalho de cura.

O ato de escrever pode voltar quando menos espero, como um reflexo da minha própria reconstrução. Não há pressa. Seja no silêncio ou nas palavras, estou lidando com o impossível: traduzindo experiências, dores e esperanças em algo que possa ser compreendido, ainda que imperfeitamente.

E talvez seja isso o que mais importa: saber que, mesmo quando as palavras me falham, o processo continua. A escrita, como a vida, é feita de ciclos — e sempre há espaço para recomeçar.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

São pequenos acontecimentos que enchem nossos dias.

São pequenos acontecimentos que enchem nossos dias.

A vida não é feita apenas de grandes marcos, mas principalmente de pequenos acontecimentos que, como peças de um mosaico, preenchem os nossos dias com significado. São gestos simples, encontros inesperados e momentos cotidianos que, embora pareçam triviais, possuem um valor imenso na construção de quem somos e na forma como enxergamos o mundo.

Pequenos acontecimentos frequentemente passam despercebidos em meio à correria da vida moderna, mas, ao nos permitirmos valorizá-los, descobrimos neles uma fonte poderosa de alegria e tranquilidade. Na psicologia, há um reconhecimento crescente sobre a importância desses pequenos eventos no bem-estar humano. Pesquisas mostram que a gratidão por momentos simples pode melhorar o humor, reduzir o estresse e fortalecer relações interpessoais. Afinal, não são as grandes conquistas que ocorrem diariamente, mas os pequenos prazeres que, somados, sustentam a nossa felicidade.

Pequenos acontecimentos possuem o poder de nos ensinar lições valiosas. Uma conversa breve pode trazer uma nova perspectiva, enquanto o canto de um pássaro pela janela pode nos lembrar de desacelerar e observar o que está ao nosso redor. São nesses detalhes que encontramos a beleza do ordinário e a riqueza do cotidiano.

Cultivar uma postura de apreciação por esses momentos transforma o jeito como vivemos. Aprendemos a dar valor às pequenas coisas. Nossos dias ganham leveza, e percebemos que a vida não é feita apenas de metas e realizações grandiosas, mas de fragmentos diários que, juntos, compõem a nossa história.

Em última análise, são pequenos acontecimentos que enchem nossos dias de significado. Celebrar o simples e a encontrar felicidade no agora, redescobrindo o valor que reside na jornada, e não apenas no destino.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Quando a vida se encarrega de colocar cada coisa em seu lugar!

Ansiosa pelo que está por vir! Após 4 anos intensos, estou entrando no último ano do curso de Psicologia. Nesse período, mergulhei na monitoria de Psicanálise e em grupos de estudo, o que enriqueceu ainda mais minha trajetória. Paralelamente, já venho me dedicando há mais de 6 anos à Psicanálise e, agora, aguardo a aprovação para uma especialização em um dos maiores institutos do Brasil — serão mais 5 anos de aprofundamento nessa abordagem!

Cada conquista até aqui reforça o quanto amo essa jornada e me inspira a construir um espaço de escuta e acolhimento. Com meu consultório tomando forma neste último ano, cada detalhe pensado com carinho, a expectativa de receber aqueles que confiam no processo só aumenta. Que venha essa nova fase! Sigo cheia de gana para seguir em frente e com foco total no último ano, o primeiro do resto da minha vida.  

Propósito

Acordar não para trabalhar e sim para manifestar seu propósito. Este é o objetivo da vida, saber quem você é e a partir daí expressar seu eu verdadeiro, compartilhando seus dons sem esforço e sofrimento e sim com alegria e amor. Não é o lugar que determina isso e sim a sua consciência.

Aqui, cuidado emocional e inovação caminham juntos.

Ofereço conteúdo psicológico por meio de textos que tocam o cotidiano, com responsabilidade e sensibilidade. Trago a minha vivência no mundo corporativo de tecnologia atravessada pela psicologia: escrevo sobre luto, ansiedade, carreira, relacionamentos, inteligência artificial, metaverso: sempre com escuta e presença.

Postagem em Destaque

Você passou de fase! Parabéns! 💔 Bem vindo ao Próximo Nível.

Olá Querida , ouvi sua mensagem. Na verdade, ouvi sua mensagem algumas vezes, até estar aqui e responder. Sua mensagem é bonita, é carinhosa...

Um presente

Você é mais do que um irmão, é um amigo, um presente e me acompanha nos momentos alegres e nas aflições. Me dá sempre os melhores conselhos.
Compartilhamos a paixão pelo futebol.💙 Irmã de menino é assim mesmo, junto com as bonecas, a gente vira goleiro, aprende a lavar carros, instalar chuveiro, chef de cozinha. Rs. Trocamos afilhados. E as muitas viagens, nem se fala, as que deram certo e as “roubadas” que nos metemos.
Compartilhamos a mesma casa e a mesma educação, crescemos juntos, vivemos juntos e ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos, por isso, quero que saiba que te amo de todo coração, e que, se precisar de algo, estarei bem aqui para te ajudar, para te dar minha força.
Admiro você, sua família, sua empresa ... sua alma, sua jornada nessa vida!!!!
Você sabe que pode sempre contar e confiar em mim. Estamos unidos para o que der e vier, somos cúmplices, não importa o que aconteça.
Quero lhe desejar tudo de bom neste dia, você merece o melhor! Obrigada pela sua amizade, você é a minha certeza e torço bastante por você. Que estejamos cada vez mais unidos.
Seja muito Feliz! Te admiro muito. Tenha um Feliz Aniversário! 🎁

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