Andréa Ruas Martins - Psicóloga/Psicanalista - CRP 06/231415 - Clínica PsiTech - Psicologia e Tecnologia - Bairro Campo Belo - Cidade São Paulo/SP - Site oficial: clinicapsitech.com.br

Introdução

Você dá conta de tudo? Pelo menos é isso que parece. O trabalho anda, as responsabilidades são cumpridas, a rotina segue. Mas existe um cansaço que não passa. Uma sensação de estar sempre em falta, como se nada fosse suficiente. A mente não desliga. O descanso não chega. E, mesmo quando tudo está “sob controle”, algo insiste. Muitas vezes, não é falta de organização, nem de disciplina. É outra coisa, mais silenciosa, mais difícil de nomear. Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta para isso. Para o que não se resolve com produtividade, planejamento ou autocobrança. Não se trata de dar respostas prontas, mas de possibilitar que você escute algo do seu próprio desejo, para além das exigências que te atravessam. Atendo pessoas que vivem sob pressão constante, com dificuldade de se desligar do trabalho, lidando com ansiedade, excesso de autoexigência e uma sensação persistente de insuficiência. Se algo disso te toca, você pode me escrever. Podemos começar por uma conversa.

terça-feira, 19 de novembro de 2024

Reta Final

É na reta final que se é solicitado um último esforço, como se fosse um gás final, e parece-me que não o tenho

Há algo paradoxal sobre a reta final de qualquer jornada. Chegar tão perto do objetivo deveria trazer alívio, mas, muitas vezes, o que emerge é um peso desproporcional, como se o cansaço de todo o percurso desabasse sobre os ombros. O tão falado “gás final”, aquele sopro de energia para concluir a caminhada, às vezes parece simplesmente inalcançável.

A reta final não é só uma questão de esforço físico ou mental. Ela testa nossas reservas emocionais, nossa capacidade de acreditar que o término vale o sofrimento acumulado. É como correr uma maratona onde, ao avistar a linha de chegada, o corpo parece mais pesado, a respiração mais difícil e a dúvida mais alta: "Eu consigo mesmo? E se eu não tiver o suficiente?"

Essa falta de “gás” não é sinal de fraqueza, mas uma demonstração de humanidade. Há dias em que tudo parece demais, e até mesmo colocar um pé diante do outro soa impossível. O cansaço acumulado não é só uma consequência natural do esforço, mas também um lembrete da intensidade com que nos dedicamos. O esgotamento, embora doloroso, é prova de que estivemos inteiros no processo.

Mas talvez o problema não seja a falta de força, e sim a pressão por um desempenho perfeito, por atravessar a linha de chegada de forma impecável. Carregamos uma ideia ilusória de que o esforço final deve ser triunfante, como nos filmes em que o protagonista supera todos os obstáculos com um brilho inabalável. A realidade, no entanto, é que nem sempre cruzamos a linha com energia, às vezes a cruzamos apenas com resiliência.

E, ainda assim, o esforço final é possível, mesmo quando parece improvável. Talvez ele não venha em um grande momento de superação, mas em pequenos passos, lentos e silenciosos. Às vezes, o que nos move não é a força, mas o hábito de não desistir, de continuar porque sabemos que já fomos longe demais para parar.

O gás final não é sempre um estouro de energia; muitas vezes é um suspiro profundo, um esforço silencioso e uma escolha consciente de seguir em frente, mesmo quando tudo em nós pede para parar. E quando finalmente cruzamos a linha, exaustos, percebemos que não era sobre ter força sobrando. Era sobre confiar que o que tínhamos era o suficiente.

Passar por todas essas fases me fizeram ser uma melhor profissional ... com certeza.

A jornada para se tornar uma profissional completa não é construída apenas sobre livros, aulas ou estágios, mas também sobre experiências de vida que nos moldam profundamente. No meu caso, foram as perdas e decepções que, embora dolorosas, deixaram marcas que me transformaram em uma pessoa mais empática, resiliente e preparada.

Enfrentar perdas nos coloca frente a frente com a fragilidade da vida. Lidar com o vazio deixado por alguém que partiu ou com a frustração de um sonho desfeito ensina lições que nenhuma teoria pode oferecer. Essas experiências nos conectam com a vulnerabilidade humana e nos ajudam a compreender, de maneira visceral, o que muitas pessoas trazem para a terapia: a dor de perder algo ou alguém que significava muito.

As decepções, por sua vez, me ensinaram sobre aceitação e superação. Quando as expectativas não se concretizam ou quando somos surpreendidos por situações adversas, somos forçados a olhar para dentro e buscar forças onde pensávamos não haver mais. Esse processo de reconstrução, embora árduo, nos prepara para acolher os outros em suas próprias jornadas de ressignificação.

Hoje, percebo que cada perda e decepção que vivenciei se tornou uma ferramenta importante no meu trabalho como psicóloga. Essas fases me ensinaram a ouvir com mais atenção, a acolher sem julgamentos e a criar um espaço onde o outro se sinta seguro para expressar suas dores. Meu conhecimento não veio apenas dos livros, mas das minhas próprias cicatrizes.

Ser psicóloga exige, acima de tudo, humanidade. Passar por essas fases difíceis me fez compreender que a dor é universal, mas que o apoio e a escuta podem transformar vidas. Cada paciente que encontro é uma oportunidade de usar o que aprendi em minhas próprias lutas para ajudar alguém a encontrar sua força.

Hoje, ao olhar para o meu percurso, posso afirmar que as perdas e decepções foram essenciais. Elas me ensinaram não apenas a ser mais forte, mas também mais sensível às dores alheias. Passar por tudo isso, sem dúvida, me fez ser uma melhor psicóloga... com certeza.

Escrever e a tentativa de traduzir o impossível

Escrever é, muitas vezes, um ato de coragem. É enfrentar o inominável e tentar colocar em palavras aquilo que me parece escapar por entre os dedos. É dar forma ao que não se compreende totalmente, como se cada palavra fosse um esforço de resgatar uma parte de mim que caiu e se perdeu pelo caminho.

Há momentos em que o ato de escrever flui naturalmente, como se o papel fosse um espelho que reflete minhas emoções, pensamentos e memórias. Mas há também aqueles períodos de silêncio, quando escrever se torna impossível, porque as palavras parecem pequenas demais diante daquilo que estou vivendo ou sentindo.

Estar sem escrever pode ser uma pausa necessária, um espaço para que as minhas feridas cicatrizem. Talvez seja um sinal de que algo dentro de mim está se organizando, encontrando novos significados, construindo uma narrativa para o que parecia ser puro caos. Por outro lado, o silêncio pode também carregar o peso da desesperança, aquele vazio que me impede de acreditar que as palavras têm algum poder para traduzir o que estou vivendo.

A dúvida entre a cura e a desesperança, nesse caso, é compreensível? Escrever é um movimento para fora, uma tentativa de conexão com o outro e com o mundo. Quando as palavras não vêm, fico em suspenso nesse limbo: estou me reconstruindo ou apenas me isolando?

Mas talvez a ausência de escrita seja, por si só, minha forma de comunicação. O silêncio também fala, e muitas vezes ele me ensina mais do que eu gostaria de admitir. Ele revela os momentos em que preciso olhar para dentro, cuidar do que está machucado, antes de permitir que as palavras façam o seu trabalho de cura.

O ato de escrever pode voltar quando menos espero, como um reflexo da minha própria reconstrução. Não há pressa. Seja no silêncio ou nas palavras, estou lidando com o impossível: traduzindo experiências, dores e esperanças em algo que possa ser compreendido, ainda que imperfeitamente.

E talvez seja isso o que mais importa: saber que, mesmo quando as palavras me falham, o processo continua. A escrita, como a vida, é feita de ciclos — e sempre há espaço para recomeçar.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

São pequenos acontecimentos que enchem nossos dias.

São pequenos acontecimentos que enchem nossos dias.

A vida não é feita apenas de grandes marcos, mas principalmente de pequenos acontecimentos que, como peças de um mosaico, preenchem os nossos dias com significado. São gestos simples, encontros inesperados e momentos cotidianos que, embora pareçam triviais, possuem um valor imenso na construção de quem somos e na forma como enxergamos o mundo.

Pequenos acontecimentos frequentemente passam despercebidos em meio à correria da vida moderna, mas, ao nos permitirmos valorizá-los, descobrimos neles uma fonte poderosa de alegria e tranquilidade. Na psicologia, há um reconhecimento crescente sobre a importância desses pequenos eventos no bem-estar humano. Pesquisas mostram que a gratidão por momentos simples pode melhorar o humor, reduzir o estresse e fortalecer relações interpessoais. Afinal, não são as grandes conquistas que ocorrem diariamente, mas os pequenos prazeres que, somados, sustentam a nossa felicidade.

Pequenos acontecimentos possuem o poder de nos ensinar lições valiosas. Uma conversa breve pode trazer uma nova perspectiva, enquanto o canto de um pássaro pela janela pode nos lembrar de desacelerar e observar o que está ao nosso redor. São nesses detalhes que encontramos a beleza do ordinário e a riqueza do cotidiano.

Cultivar uma postura de apreciação por esses momentos transforma o jeito como vivemos. Aprendemos a dar valor às pequenas coisas. Nossos dias ganham leveza, e percebemos que a vida não é feita apenas de metas e realizações grandiosas, mas de fragmentos diários que, juntos, compõem a nossa história.

Em última análise, são pequenos acontecimentos que enchem nossos dias de significado. Celebrar o simples e a encontrar felicidade no agora, redescobrindo o valor que reside na jornada, e não apenas no destino.

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Quando a vida se encarrega de colocar cada coisa em seu lugar!

Ansiosa pelo que está por vir! Após 4 anos intensos, estou entrando no último ano do curso de Psicologia. Nesse período, mergulhei na monitoria de Psicanálise e em grupos de estudo, o que enriqueceu ainda mais minha trajetória. Paralelamente, já venho me dedicando há mais de 6 anos à Psicanálise e, agora, aguardo a aprovação para uma especialização em um dos maiores institutos do Brasil — serão mais 5 anos de aprofundamento nessa abordagem!

Cada conquista até aqui reforça o quanto amo essa jornada e me inspira a construir um espaço de escuta e acolhimento. Com meu consultório tomando forma neste último ano, cada detalhe pensado com carinho, a expectativa de receber aqueles que confiam no processo só aumenta. Que venha essa nova fase! Sigo cheia de gana para seguir em frente e com foco total no último ano, o primeiro do resto da minha vida.  

segunda-feira, 15 de julho de 2024

A Reinvenção na Maturidade: Reflexões sobre Desafios e Conexões Intergeracionais

Aos 40+ anos, um número crescente de indivíduos tem desafiado padrões tradicionais ao ingressar novamente em universidades, frequentemente dividindo salas de aula com jovens na casa dos 20 anos. Esse movimento não é apenas um reflexo do desejo de aprendizado contínuo, mas também uma oportunidade de promover conexões intergeracionais e questionar preconceitos sobre envelhecimento e capacidades.

Essa geração, muitas vezes marcada por experiências de vida diversificadas e o privilégio de uma educação anterior mais sólida, encontra um ambiente acadêmico onde as disparidades sociais, culturais e econômicas são evidentes. Ao conviver com jovens que enfrentam limitações em suas formações de base ou acesso restrito a recursos, surge um terreno fértil para trocas de conhecimento e colaboração.

Esses estudantes maduros frequentemente se tornam agentes de transformação dentro das turmas, ao criar espaços de aprendizado coletivo, compartilhar experiências e habilidades, e apoiar colegas em dificuldades acadêmicas. Essa atuação contribui não apenas para o fortalecimento do grupo, mas também para o enriquecimento de todo o ambiente acadêmico, que se beneficia de uma convivência entre diferentes perspectivas e trajetórias.

Por outro lado, essa interação também traz desafios. A coexistência de gerações tão distintas em um mesmo espaço muitas vezes evidencia preconceitos sociais, como a resistência em enxergar a maturidade como uma força ou o receio de estabelecer vínculos genuínos entre faixas etárias distintas. Esse distanciamento, ainda que sutil, reflete barreiras culturais que precisam ser superadas para que a verdadeira inclusão aconteça.

Essa geração de estudantes maduros, contudo, tem demonstrado que a aprendizagem é um processo contínuo e que a idade pode ser um diferencial positivo, carregado de sabedoria e resiliência. Mais do que se adaptar ao ambiente acadêmico, eles ajudam a remodelá-lo, provando que o conhecimento é uma construção colaborativa e que as diferenças são oportunidades para o crescimento mútuo.

Esses movimentos dentro das universidades são um lembrete poderoso de que a reinvenção é possível em qualquer fase da vida. A busca por aprendizado, crescimento e conexão não tem idade e pode ser o ponto de partida para um futuro mais inclusivo, onde gerações se apoiam e aprendem juntas, construindo pontes e desafiando estigmas que limitam o potencial humano.

Que essas histórias sirvam como inspiração para repensarmos a convivência intergeracional, celebrando as contribuições únicas que cada faixa etária traz para a construção de uma sociedade mais empática, equitativa e integrada.

A matemática e a lógica ajudam muito no entendimento de Lacan

Durante estas férias, tenho me dedicado intensamente aos meus autoestudos sobre Jacques Lacan, um dos mais influentes psicanalistas do século XX. O objetivo tem sido aprofundar meu entendimento sobre suas teorias complexas e inovadoras que permeiam a psicanálise contemporânea.

Minha jornada começou com a leitura de sua principal obra, "Os Escritos". E também vi vários vídeos e artigos sobre os seminários, que são fundamentais para compreender suas ideias sobre o inconsciente, a linguagem e o sujeito. Lacan reformulou muitos conceitos freudianos, introduzindo noções como o "Estádio do Espelho", o "Outro" e os três registros: o Real, o Simbólico e o Imaginário e o famoso Objeto a.

Além da leitura, explorei diversos artigos acadêmicos e alguns livros de psicanalistas consagrados, além de participar de fóruns de discussão online. Estes recursos me permitiram confrontar diferentes interpretações e críticas, enriquecendo minha perspectiva. Também assisti a várias palestras e aulas disponíveis em plataformas digitais, ministradas por especialistas em Lacan, o que ajudou a esclarecer conceitos mais abstratos e como seria a aplicação de suas teorias na prática clínica.

A teoria lacaniana é desafiadora, exigindo uma constante revisão e reflexão. Dediquei tempo a fazer anotações detalhadas, criei várias apresentações, o que facilitou a internalização dos conceitos. Esta imersão me proporcionou um entendimento mais profundo do papel da linguagem na formação do sujeito e da importância do desejo e da falta na constituição da psique.

Este período de estudos intensivos sobre Lacan tem sido extremamente gratificante e enriquecedor. Sinto-me mais preparada e mais animada a continuar explorando os vastos horizontes da psicanálise lacaniana.

Ou seja, perdi o receio e hoje considero possível entrar nesse Universo. É uma longa jornada. Uma vantagem que eu percebi que tenho durante esses últimos meses, é o meu background em exatas e em lógica. Porque, além da linguística e de algumas teorias de suporte, Lacan faz uso da matemática e lógica ao explicar suas ideias e essas fórmulas ajudam muito a entender o que ele quis dizer.

Propósito

Acordar não para trabalhar e sim para manifestar seu propósito. Este é o objetivo da vida, saber quem você é e a partir daí expressar seu eu verdadeiro, compartilhando seus dons sem esforço e sofrimento e sim com alegria e amor. Não é o lugar que determina isso e sim a sua consciência.

Aqui, cuidado emocional e inovação caminham juntos.

Ofereço conteúdo psicológico por meio de textos que tocam o cotidiano, com responsabilidade e sensibilidade. Trago a minha vivência no mundo corporativo de tecnologia atravessada pela psicologia: escrevo sobre luto, ansiedade, carreira, relacionamentos, inteligência artificial, metaverso: sempre com escuta e presença.

Postagem em Destaque

Você passou de fase! Parabéns! 💔 Bem vindo ao Próximo Nível.

Olá Querida , ouvi sua mensagem. Na verdade, ouvi sua mensagem algumas vezes, até estar aqui e responder. Sua mensagem é bonita, é carinhosa...

Um presente

Você é mais do que um irmão, é um amigo, um presente e me acompanha nos momentos alegres e nas aflições. Me dá sempre os melhores conselhos.
Compartilhamos a paixão pelo futebol.💙 Irmã de menino é assim mesmo, junto com as bonecas, a gente vira goleiro, aprende a lavar carros, instalar chuveiro, chef de cozinha. Rs. Trocamos afilhados. E as muitas viagens, nem se fala, as que deram certo e as “roubadas” que nos metemos.
Compartilhamos a mesma casa e a mesma educação, crescemos juntos, vivemos juntos e ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos, por isso, quero que saiba que te amo de todo coração, e que, se precisar de algo, estarei bem aqui para te ajudar, para te dar minha força.
Admiro você, sua família, sua empresa ... sua alma, sua jornada nessa vida!!!!
Você sabe que pode sempre contar e confiar em mim. Estamos unidos para o que der e vier, somos cúmplices, não importa o que aconteça.
Quero lhe desejar tudo de bom neste dia, você merece o melhor! Obrigada pela sua amizade, você é a minha certeza e torço bastante por você. Que estejamos cada vez mais unidos.
Seja muito Feliz! Te admiro muito. Tenha um Feliz Aniversário! 🎁

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