Tenho pensado muito sobre o que realmente está me sustentando, não no sentido grandioso, mas no silencioso e invisível. Esses dias têm sido de espera, de transição, de ansiedade misturada com esperança, e percebo que, no meio disso tudo, são justamente as pequenas coisas que têm me mantido de pé. Como meu café da manhã, que chega como um lembrete: estamos começando mais um dia, vamos com calma. Ou o silêncio da manhã, antes que o mundo acorde.
Também me sustenta a sensação de ritual: um banho demorado, uma música, uma arrumação da mesa antes de começar a trabalhar. Pequenas organizações por fora que, de algum modo, vão desalinhavando o caos de dentro. E, claro, as mensagens de duas ou três pessoas que realmente me conhecem, gente que não precisa de contexto para me entender e aparece com frases simples: tô aqui, viu?
Percebo também o quanto tem me sustentado a expectativa: a clínica sendo construída peça por peça, a sensação de estar desenhando algo meu: ainda não é concreto, mas já é chão. E vêm as mini-vitórias: terminar um texto, organizar um documento, entender uma teoria, descansar, sentir algo voltar ao lugar, ler, escrever. É pelas pequenas coisas que a gente insiste em continuar.
Não é sobre grandes saltos; é sobre pequenos passos. E, no fundo, eles têm sido suficientes para me manter de pé.
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