Existem etapas da vida que ninguém vê. É o período em que tudo está sendo construído, mas nada está pronto o suficiente. É um tipo de trabalho que não aparece. É feito no silêncio. Na mesa bagunçada. Nos arquivos perdidos. Nas dúvidas. Nas vezes em que você se pergunta se realmente vai dar certo ou se você está insistindo em algo que só faz sentido na sua cabeça.
Não se está vivendo nada extraordinário. Só se está tentando seguir, sem garantias. E isso exige um tipo de coragem que não tem brilho. É a coragem de continuar quando ninguém está aplaudindo, quando nada está acontecendo de forma visível, quando a vida está parecendo mais rascunho do que resultado.
Tem dias em que se sente firmeza. Tem outros em que você sente que está tentando, sem ter nenhuma certeza. Mas segue-se fazendo pequenas coisas, porque alguém precisa fazê-las, e esse alguém é você. A parte mais honesta de tudo isso é admitir que é difícil e, ainda assim, continuar. Não porque você esteja especialmente motivado, mas porque essa é a etapa que existe, e fugir dela não faz o caminho desaparecer.
A verdade é que as pessoas imaginam sim que algo está sendo maquinado dentro dos espíritos inquietos. Estes mesmos espíritos que contribuem para transformar a realidade externa após transformar a própria realidade. Ler o que você compartilha aqui me ajuda muito em tomar consciência de que o autocuidado é fundamental para depois cuidar do outro. Quem não sabe nadar não poderá ajudar quem está se afogando. Grato por mais uma aula de natação!
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