Ultimamente tenho pensado muito sobre o que é começar de novo. Passei anos na tecnologia. Eu tinha segurança, autonomia, rotina conhecida, salário e uma noção clara do que fazer. Era um ambiente onde eu me movia com confiança, porque já tinha vivido quase tudo ali. Agora estou em outra fase. Me formei em Psicologia, estou aguardando o CRP, montando a clínica, entendendo os bastidores da profissão, organizando documentos, estudando métodos, revisando teorias. É tudo novo.
Trago uma bagagem enorme de vida e trabalho, mas, ao mesmo tempo, me sinto iniciante em quase tudo. Depois de anos ocupando posições de liderança, volto a ocupar um lugar de quem está aprendendo, perguntando, errando até acertar. Isso mexe com a identidade, não de forma dramática, mas de forma real. É estranho sair de um cargo executivo e, de repente, se ver lidando com dúvidas básicas, de como começar.
Ainda assim, existe algo interessante nesse processo. Não é confortável, mas é vivo. Lembra que carreira não é linha reta e que mudar de área significa aceitar o recomeço. É exatamente onde estou. Entre o que já sei e o que ainda estou aprendendo, tentando encontrar um ritmo possível nesse início que, de certo modo, também é um reinício de mim.
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