Andréa Ruas Martins - Psicóloga/Psicanalista - CRP 06/231415 - Clínica PsiTech - Psicologia e Tecnologia - Bairro Campo Belo - Cidade São Paulo/SP - Site oficial: clinicapsitech.com.br

Introdução

Você dá conta de tudo? Pelo menos é isso que parece. O trabalho anda, as responsabilidades são cumpridas, a rotina segue. Mas existe um cansaço que não passa. Uma sensação de estar sempre em falta, como se nada fosse suficiente. A mente não desliga. O descanso não chega. E, mesmo quando tudo está “sob controle”, algo insiste. Muitas vezes, não é falta de organização, nem de disciplina. É outra coisa, mais silenciosa, mais difícil de nomear. Meu trabalho é oferecer um espaço de escuta para isso. Para o que não se resolve com produtividade, planejamento ou autocobrança. Não se trata de dar respostas prontas, mas de possibilitar que você escute algo do seu próprio desejo, para além das exigências que te atravessam. Atendo pessoas que vivem sob pressão constante, com dificuldade de se desligar do trabalho, lidando com ansiedade, excesso de autoexigência e uma sensação persistente de insuficiência. Se algo disso te toca, você pode me escrever. Podemos começar por uma conversa.

terça-feira, 14 de janeiro de 2025

Nas Suas Relações, Você Recebe Muito Pouco ou Quase Nada

É difícil olhar para nossas relações e reconhecer que estamos recebendo muito pouco, ou quase nada. Esse “pouco” não é apenas sobre gestos ou palavras, mas sobre cuidado, reciprocidade e respeito. O abuso, em muitos casos, não se revela em atos extremos ou óbvios. Ele pode ser silencioso, sutil, embutido na dinâmica cotidiana, na forma como somos tratados — ou ignorados.

Quando você dá muito e recebe quase nada, a balança emocional da relação está desequilibrada. E esse desequilíbrio não acontece por acaso. Às vezes, está profundamente ligado à forma como nos percebemos e ao que acreditamos merecer. Ser abusado não significa apenas ser explorado de maneira consciente pelo outro, mas também aceitar, talvez sem perceber, um papel de constante doador, de alguém que prioriza o outro ao ponto de se esquecer de si mesmo.

Esse padrão de receber tão pouco pode vir de histórias antigas. Talvez, em algum momento da sua vida, você tenha aprendido que amor é algo que se conquista, algo que você precisa merecer. Que, para ser aceito, você deve fazer mais, ser mais, dar mais. Essa crença, muitas vezes invisível, pode fazer com que você permaneça em relações onde é desconsiderado, na esperança de que, um dia, o outro veja o seu valor e mude.

Mas eis a verdade dolorosa: quando uma relação se fundamenta em você dar tudo e receber quase nada, o problema não é a quantidade do que você oferece. Não importa o quanto você se esforce ou se doe, porque o outro, muitas vezes, nem percebe o desequilíbrio — ou não se importa em corrigir. Abusos emocionais e relacionais, por vezes, se sustentam na lógica de que “se você está aqui, é porque aceita isso”. E, sem perceber, você acaba reforçando o ciclo.

Ser abusado não é uma questão de fraqueza, mas de uma posição que, com o tempo, se torna confortável na sua normalidade. Você pode estar acostumado a ser aquele que sempre se adapta, que carrega o peso emocional da relação, que tenta preencher lacunas que, na verdade, são responsabilidades do outro. Mas até onde isso é sustentável? Até quando você vai se permitir viver com tão pouco?

Reconhecer o abuso emocional não é fácil. Porque ele não vem só do outro; ele também se alimenta da nossa dificuldade de dizer basta, de perceber que merecemos mais, que merecemos relações onde exista troca, e não exploração. O primeiro passo é admitir que algo está errado. O segundo, e mais difícil, é quebrar o ciclo.

Você não precisa aceitar relações onde recebe tão pouco. Não precisa carregar o peso de relações que te esgotam e te roubam a energia vital. É preciso coragem para olhar para isso e dizer: “Eu não aceito mais viver assim”. E, mais ainda, é preciso amor-próprio para colocar limites e, se necessário, ir embora.

Lembre-se: você merece o que dá. Se você oferece amor, cuidado, paciência e dedicação, deveria receber isso de volta. Relações não são medidas pela perfeição, mas pelo equilíbrio. Não aceite menos do que você merece, porque receber tão pouco não é amor — é abuso.


Esperando Justiça e Planejando Vingança

Há momentos na vida em que o coração se parte diante de uma injustiça. Algo nos foi tirado: a dignidade, o respeito, a paz ou até mesmo a confiança no mundo. Ficamos à espera de que algo maior — a justiça, seja divina ou dos homens — conserte aquilo que foi quebrado. Mas, enquanto esperamos, uma força pode crescer dentro de nós: o desejo de vingança.

Esperar pela justiça é um exercício de paciência e, muitas vezes, de fé. É acreditar que o universo tem uma ordem, que há um equilíbrio natural que pune aqueles que erram e recompensa os que foram feridos. Mas, e quando essa justiça tarda? E quando ela parece cega, surda, distante? Nessas horas, é como se uma voz interna dissesse: “Se ninguém fará justiça por você, faça você mesmo”.

Planejar vingança é ceder a essa voz. É sentir, por um instante, que podemos tomar de volta o controle que nos foi tirado. Que podemos equilibrar a balança com nossas próprias mãos. É imaginar, em silêncio, o momento em que o outro sentirá na pele o que nos fez sentir. O plano, muitas vezes, não é apenas sobre causar dor ao outro, mas sobre reafirmar o nosso valor, provar que não somos vítimas indefesas. A vingança surge como uma tentativa de restaurar o que nos foi roubado: o poder.

Mas a vingança, por mais certa que pareça no imaginário, é perigosa. Ela consome, ocupa os pensamentos, molda as atitudes. É um veneno que bebemos aos poucos, esperando que o outro sofra, sem perceber o quanto já nos corroeu por dentro. Planejá-la pode dar uma falsa sensação de alívio, mas também nos aprisiona à dor, como se estivéssemos vivendo uma eterna repetição do momento em que fomos feridos.

Entre a justiça que não chega e a vingança que consome, há uma terceira via: o desapego. Não é fácil, não é rápido, e nem sempre parece justo. Mas soltar a corda que nos mantém ligados ao que aconteceu é o único caminho para encontrar paz verdadeira. A justiça, afinal, pode vir, mas nunca desfará o passado. E a vingança pode até acontecer, mas não trará de volta o que perdemos.

Então, talvez a maior vitória não seja esperar justiça nem planejar vingança, mas encontrar a força para seguir em frente. Transformar a dor em aprendizado, o ódio em indiferença, e o desejo de retribuição em uma decisão de viver melhor do que antes. Isso não significa esquecer ou perdoar imediatamente, mas sim não deixar que a injustiça nos defina.

Esperar justiça é humano. Planejar vingança também é. Mas escolher a liberdade é um ato de coragem — um que poucos conseguem alcançar, mas que nos devolve algo ainda maior do que o que nos tiraram: o controle sobre quem somos e para onde queremos ir.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2025

Relato de uma paciente ... tem como não se emocionar?


A clínica é realmente fascinante. Carregamos uma enorme responsabilidade, pois o paciente deposita em nós expectativas altíssimas. 

Ele acredita que podemos ajudá-lo, e muitas vezes somos surpreendidos. Como não se emocionar diante disso?

Segue um trecho do relato de uma dessas pacientes. O que ela talvez não saiba é o quanto ela me ajuda, muito mais do que eu a estou ajudando.

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Quase perdi tudo, tudo mesmo. Quase não sobrou mais nada.

Foi um daqueles momentos em que o peso da vida parece tomar conta de tudo e, de repente, você percebe que está no limite, à beira do abismo, sem saber se vai conseguir dar o próximo passo. O que parecia certo desmoronou, e tudo o que eu acreditava ter construído se dissipou diante de mim como areia escorrendo pelas mãos. Foi um turbilhão de decisões erradas, de caminhos que tomei sem pensar nas consequências, e da sensação de estar vivendo em um ciclo sem fim de frustração e medo.

Aos poucos, vi a minha vida se desintegrando. Relacionamentos que pareciam sólidos se quebraram com palavras não ditas, com atitudes impulsivas, com mentiras que foram ficando cada vez mais difíceis de sustentar. Minhas escolhas me afastaram das pessoas que mais importavam, e eu vi as portas se fechando uma a uma. As amizades, aquelas que eu pensava que seriam para sempre, começaram a se desfazer como névoa ao amanhecer. O que restava eram os ecos vazios do que foi perdido, os fragmentos de algo que já não fazia mais sentido.

E a vida não era mais uma questão de escolhas – era uma questão de sobrevivência. Eu estava lutando para manter a cabeça acima da água, mas cada vez mais me sentia afundando. O medo de perder mais, de ver tudo desaparecer, era insuportável. E eu quase perdi tudo. Minhas certezas, minha confiança, minha paz... tudo parecia ter se ido. Olhei para mim mesma e não consegui encontrar mais quem eu era, o que me fazia sorrir, o que me dava forças para seguir.

Naquele ponto, foi como se tivesse chegado ao fundo do poço. Não havia mais para onde ir. O que parecia impossível de ser reconstruído era a única coisa que eu poderia tentar salvar – a mim mesma. E, então, comecei a perceber que, embora quase nada tivesse sobrado, ainda havia algo dentro de mim que não tinha sido totalmente destruído: a minha vontade de recomeçar.

Aos poucos, foi preciso aceitar que a perda faz parte do processo de crescimento, e que não se reconstrói algo sem antes dar espaço para o novo. Quase perdi tudo, mas o que restou foi a oportunidade de aprender com cada erro, com cada falha. Porque, mesmo quando a vida nos leva ao limite, sempre existe a chance de começar de novo, de resgatar o que é essencial. O que eu pensava que era o fim, acabou sendo a oportunidade de renascer e, finalmente, entender o quanto a perda pode nos ensinar a revalorizar o que realmente importa.

Quase perdi tudo, mas o que ficou foi mais forte do que tudo o que eu pensava ter perdido.






Livramento ou Humilhação?

Protagonizar a própria vida parece, muitas vezes, uma tarefa monumental. A ideia de ser o centro das decisões, o autor das escolhas e o responsável pelos desdobramentos soa poderosa, mas pode se tornar um peso esmagador. Não é sempre que conseguimos segurar a caneta da nossa história com firmeza, e em muitos momentos o enredo parece fugir do nosso controle, como se fosse escrito por mãos impiedosas.

Quando algo nos é tirado — seja uma relação, uma oportunidade ou uma expectativa —, o discurso comum é enxergar isso como um "livramento". Um conceito reconfortante: talvez aquilo não fosse bom para nós. Talvez fosse uma distração do nosso caminho. Mas o que fazer quando, em vez de alívio, o que sentimos é a dor da perda? Quando, ao invés de gratidão pelo livramento, o que fica é a sensação de humilhação?

A humilhação tem um jeito cruel de nos despir diante de nós mesmos. É como se aquilo que perdemos fosse mais do que um pedaço da nossa vida — fosse um pedaço do nosso valor. O fim de uma relação, o fracasso em um projeto, a rejeição ou a decepção nos colocam frente a frente com a ideia de que não fomos suficientes. E, nesse confronto interno, o protagonismo parece se distanciar. Como protagonizar uma história que, aos nossos olhos, está desmoronando?

A questão é que, ao vivermos esses momentos, raramente conseguimos enxergar o quadro completo. O "livramento", enquanto estamos dentro da dor, parece uma palavra vazia. Um consolo distante, quase cruel, oferecido por quem não está sentindo o peso que carregamos. Porque, para quem vive, o agora dói. E aceitar que o que foi tirado pode ter sido para o nosso bem é um ato que exige tempo, clareza e, acima de tudo, distância emocional.

Mas talvez o verdadeiro protagonismo comece aqui: no meio da dor e da confusão, quando tudo parece perdido. Protagonizar não é ter todas as respostas nem estar no controle o tempo todo. Protagonizar é aceitar que a história tem altos e baixos, que a humilhação de hoje pode ser a força de amanhã. É confiar que, mesmo que o roteiro pareça desordenado, você ainda está escrevendo.

Transformar humilhação em aprendizado é um processo lento. Primeiro, precisamos aceitar a dor pelo que ela é. Não forçar a ideia de "livramento" quando ainda não estamos prontos para acreditar nela. Permitir-se sentir o que for preciso sentir, sem se julgar por isso. Só depois conseguimos olhar para trás e, talvez, encontrar sentido no que parecia tão injusto.

O protagonismo não está na ausência de quedas, mas na capacidade de se levantar. E, acima de tudo, de continuar andando, mesmo quando o caminho está encoberto. Um dia, talvez, você olhe para essa fase e veja não uma humilhação, mas um ponto de virada. Não porque foi fácil, mas porque você teve coragem de seguir.

Seja gentil consigo mesmo nesse processo. A dor de hoje não invalida o valor que você tem. O livramento, se for real, será reconhecido no momento certo. Até lá, lembre-se: ser o protagonista da sua vida não significa ter todas as certezas, mas sim seguir escrevendo, mesmo quando a história parece difícil de ler.

Entre Autonomia e Sujeição

Quando você está livre, algo paradoxal acontece dentro de você. A liberdade, que deveria ser o espaço de autossuficiência e de escolha plena, se torna um peso. Ela se revela insuportável, uma vastidão silenciosa que grita a ausência de vínculos, de referências externas que possam te ancorar. E é nesse momento que você se apressa em se sujeitar a alguém, a se prender novamente a algo ou a alguém que possa dar sentido àquela liberdade avassaladora.

A liberdade não é o que ela parece ser à primeira vista. Ela não é um campo aberto de prazeres ou realizações sem restrições. Para muitos, ela se torna uma sensação de vazio, de não saber o que fazer com o excesso de possibilidades, o temor do próprio poder de escolha. E, no instante em que se vê livre de tudo, surge a necessidade de se atar a um novo "outro", de se submeter a um novo compromisso, a uma nova estrutura. A liberdade parece então desprovida de sustentação, e a dor de estar só consigo mesma se torna maior do que a dor da dependência ou do sofrimento.

É quase como se, ao ser livre, você estivesse confrontando a vastidão do desconhecido, o abismo do que não está mais delimitado, e isso te assusta. O que fazer com essa autonomia? Como lidar com a pressão interna de ser completamente responsável por sua própria escolha, sem a segurança de um guia, de uma referência externa que te moldasse?

É nesse ponto que a liberdade vira um fardo. E, em um movimento quase desesperado, o ser humano procura a sujeição. A sujeição ao outro, ao sistema, à ideia de pertencimento, torna-se uma forma de fugir do terror do infinito de opções. O sofrimento, portanto, se torna preferível à solidão da liberdade, pois ele é previsível, conhecido e controlável. Mesmo que doam, os limites impostos pelo sofrimento são mais fáceis de suportar do que o abismo da indeterminação que acompanha a liberdade.

Nesse contexto, a escolha de sofrer em vez de ser livre pode ser vista como um mecanismo de defesa, uma forma de evitar a desconstrução interna que a total liberdade impõe. E o paradoxo está aí: a busca por sofrimento em nome da liberdade é, de alguma forma, a busca pela segurança que o sofrimento ilusoriamente oferece. 

Filigramas

Não É Tudo Que Te Atinge. É Uma Parte Que Te Atinge

Nem sempre percebemos, mas somos feitos de partes — camadas, filigramas, detalhes que nos compõem de forma única. E é curioso como nem tudo que nos toca consegue atravessar essas camadas. As palavras, os gestos, as situações da vida chegam até nós como ondas, mas não é o todo que nos atinge; é sempre uma parte. Um detalhe, às vezes quase invisível, que encontra um espaço em nós, uma fresta aberta, uma lembrança, um significado oculto. É essa parte que nos atinge.

A vida é cheia de ruídos, cheia de acontecimentos que passam por nós sem grande impacto, como vento que não encontra resistência. Mas, de vez em quando, algo menor — quase sutil — encontra uma ressonância em nosso interior. Não é o que foi dito, mas como foi dito. Não é o fato em si, mas o tom, o olhar, o silêncio que veio depois. Essa é a parte que nos atravessa, o detalhe que toca um lugar que, às vezes, nem sabíamos estar exposto.

São as filigramas da experiência, os pequenos ornamentos emocionais que carregamos e que moldam a forma como sentimos o mundo. Um comentário que, para outro, seria banal, em você encontra uma memória de rejeição. Uma ausência que poderia passar despercebida, para você se torna um eco de perdas anteriores. Nem tudo te atinge porque nem tudo fala diretamente com as suas partes mais sensíveis, com os seus significados mais íntimos.

Mas essas partes não existem por acaso. Elas são nossas marcas, nossos traços singulares. E, embora muitas vezes pareçam frágeis, são também nossa força, porque nos lembram de quem somos, do que vivemos e do que ainda precisamos cuidar. São as filigramas que nos tornam humanos.

Reconhecer que não é o todo que nos fere, mas apenas uma parte, é uma forma de lidar com o impacto das coisas. É entender que o que dói em nós talvez nem exista para o outro, e vice-versa. É um convite à reflexão, à pausa, ao olhar cuidadoso para si mesmo: o que, exatamente, está me atingindo? Por que isso encontrou espaço em mim?

A resposta para essas perguntas nem sempre é clara, mas o processo de buscá-la é libertador. Porque, ao identificar a parte que te atinge, você também descobre a parte que pode se curar. Você percebe que o que te atravessa não define o todo de quem você é — é apenas um detalhe, uma filigrana entre tantas outras. E isso significa que há mais em você, muito mais, do que aquilo que te atinge.

sexta-feira, 10 de janeiro de 2025

Saturação

Há momentos na vida em que tudo parece saturado. É como se a vida fosse um copo constantemente preenchido, onde cada gota que cai transborda, algo que já está cheio. Não é apenas cansaço físico ou mental, mas uma exaustão difusa que se estende por todos os aspectos da existência. Trabalho, relacionamentos, responsabilidades, desejos, até os próprios pensamentos: tudo parece ocupar espaço demais, deixando pouco ou nenhum lugar para respirar.

Essa sensação de saturação não se limita a uma área específica. É um acúmulo que invade o cotidiano, como se cada pequeno detalhe do dia a dia, antes suportável ou até indiferente, agora exigisse demais. O ruído do mundo parece mais alto, as demandas mais intensas, as expectativas mais opressoras. Até os prazeres, antes refúgio, perdem o brilho e passam a pesar. Nada parece leve. Nada parece simples.

O curioso é que, muitas vezes, essa saturação não nasce de um excesso evidente, mas de algo mais sutil e silencioso: o desencontro entre o que estamos vivendo e o que, em algum lugar dentro de nós, sabemos que precisamos. A vida se torna uma sobrecarga, um mar de obrigações e vontades acumuladas, mas sem direção. É como caminhar com as mãos cheias de coisas que não pedimos, mas que, de alguma forma, aceitamos carregar.

A saturação é um grito abafado que pede pausa, mesmo que não saibamos como ou onde encontrar essa pausa. Não é fraqueza, nem falta de capacidade. É um sinal. Um alerta de que estamos nos afastando de algo essencial. Talvez do silêncio. Talvez de um espaço vazio que nos permita sentir o que realmente importa. Talvez de nós mesmos.

Mas como lidar com isso? Como esvaziar o copo? 

Talvez a resposta não esteja em buscar mais ou fazer mais, mas em soltar, em abrir mão. Soltar o que não é essencial. Soltar o que só ocupa espaço. Permitir que o vazio tenha lugar. Porque é no vazio que as coisas respiram, e é nele que reencontramos o sentido.

Saturação, afinal, é um convite disfarçado. Um convite para parar, olhar para dentro e redescobrir o que ainda pulsa, mesmo sob o peso de tudo o que transborda. É um momento difícil, mas também uma oportunidade: a de começar de novo, com menos peso e mais verdade.

Propósito

Acordar não para trabalhar e sim para manifestar seu propósito. Este é o objetivo da vida, saber quem você é e a partir daí expressar seu eu verdadeiro, compartilhando seus dons sem esforço e sofrimento e sim com alegria e amor. Não é o lugar que determina isso e sim a sua consciência.

Aqui, cuidado emocional e inovação caminham juntos.

Ofereço conteúdo psicológico por meio de textos que tocam o cotidiano, com responsabilidade e sensibilidade. Trago a minha vivência no mundo corporativo de tecnologia atravessada pela psicologia: escrevo sobre luto, ansiedade, carreira, relacionamentos, inteligência artificial, metaverso: sempre com escuta e presença.

Postagem em Destaque

Você passou de fase! Parabéns! 💔 Bem vindo ao Próximo Nível.

Olá Querida , ouvi sua mensagem. Na verdade, ouvi sua mensagem algumas vezes, até estar aqui e responder. Sua mensagem é bonita, é carinhosa...

Um presente

Você é mais do que um irmão, é um amigo, um presente e me acompanha nos momentos alegres e nas aflições. Me dá sempre os melhores conselhos.
Compartilhamos a paixão pelo futebol.💙 Irmã de menino é assim mesmo, junto com as bonecas, a gente vira goleiro, aprende a lavar carros, instalar chuveiro, chef de cozinha. Rs. Trocamos afilhados. E as muitas viagens, nem se fala, as que deram certo e as “roubadas” que nos metemos.
Compartilhamos a mesma casa e a mesma educação, crescemos juntos, vivemos juntos e ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos, por isso, quero que saiba que te amo de todo coração, e que, se precisar de algo, estarei bem aqui para te ajudar, para te dar minha força.
Admiro você, sua família, sua empresa ... sua alma, sua jornada nessa vida!!!!
Você sabe que pode sempre contar e confiar em mim. Estamos unidos para o que der e vier, somos cúmplices, não importa o que aconteça.
Quero lhe desejar tudo de bom neste dia, você merece o melhor! Obrigada pela sua amizade, você é a minha certeza e torço bastante por você. Que estejamos cada vez mais unidos.
Seja muito Feliz! Te admiro muito. Tenha um Feliz Aniversário! 🎁

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